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15/11/2017 | 21:47 | Esporte

No último teste com titulares antes de decisão, Grêmio vence o São Paulo na Arena

Único gol do jogo foi marcado por Kannemann

Lauro Alves / Agencia RBS


No último teste de seu time titular antes do começo da decisão da Libertadores, o Grêmio alternou momentos de inspiração com outros de preocupantes vacilos, mas, assim mesmo, bateu o São Paulo por 1 a 0 na Arena, com gol de Kannemann. Nos minutos finais, as falhas do time, que proporcionaram seguidos contra-ataques ao adversário, incomodaram Renato. Domingo, com reservas, o time vai a Santos enfrentar um adversário direto na disputa pelos R$ 11,3 milhões dados ao vice-campeão.


Interessado no jogo, como havia cobrado Renato, o Grêmio exerceu marcação alta o primeiro tempo inteiro, antecipando o que pretende fazer contra o Lanús. Se arrematou menos do que o exigido, ao menos deu pouca margem de reação a um adversário perigoso, que limitou-se a dar chutes para afastar a bola das proximidades de sua área. Com alguma hesitação na troca de passes na intermediária, o time só aos 16 minutos deu o primeiro chute, por Lucas Barrios, sem direção, em cruzamento de Edilson.


O predomínio foi absoluto. Luan, com movimentação de área a área, e Arthur, com toques curtos, assumiram a organização. Lucas Barrios, de costas para os marcadores, auxiliou na preparação das jogadas. Jailson, outra vez com atuação segura, fez passe por cobertura para Ramiro, a 22 minutos, mas Arboleda chegou antes e recuou de cabeça para Sidão. Outro chute errado foi o de Fernandinho, a 25 minutos, em passe de Arthur. A torcida reclamou pênalti aos 30. Acossado por Edimar, ele caiu na área. 


O gol foi construído por defensores. Aos 33 minutos, depois que Sidão afastou a bola de sua área, Edilson dominou e abriu na direita para Geromel. O cruzamento, forte, foi cortado parcialmente pelo goleiro, mas a bola bateu no peito de Kannemann e entrou.


O segundo tempo foi aberto com uma surpreendente disparada de Fernandinho, que deixou Arboleda metros trás e chutou na parte externa da rede. Mais agudo, o São Paulo passou a dar espaços. Aos nove minutos, Sidão fez dupla defesa, primeiro no chute de Edilson e, no rebote, no de Ramiro. O jogo ganhou em movimentação, embora nem sempre de forma mais coordenada. Quando avançava, a equipe de Dorival Júnior encontrava defensores bem postados, outra providência que Renato seguramente projeta para enfrentar os argentinos. Cortez ergueu a torcida das cadeiras a 16 minutos com um drible que deixou Araruna estatelado no campo, mas seu cruzamento não achou Lucas Barrios.


Para sacudir o ataque, Renato trocou quase simultaneamente Fernandinho por Everton e Lucas Barrios por Jael. Pouco depois, o São Paulo chegou ao empate, com Lucas Pratto, mas havia impedimento, conforme a arbitragem. Com as mãos na cintura, Renato passava um ar de preocupação com a queda de rendimento do time. Fruto, talvez, da inconsciente preservação de forças para a final. O adversário, em busca de vaga na Libertadores, cresceu e quase marcou em cabeceio de Lucas Fernandes, defendido por Grohe.


A rotina foi parcialmente quebrada aos 36 minutos, em jogada brilhante. Kannemann fez passe para Everton, que arrematou de voleio para Sidão salvar. Para não fugir a sua rotina dos últimos jogos, Grohe foi corajoso e, com a ajuda de Michel, evitou o gol que Lucas Pratto marcaria. Foi um final de noite feliz para uma torcida que, como seu time, só pensa no tri da Libertadores.

Fonte: Gaúcha ZH

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