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12/03/2018 | 14:42 | Polícia

Investigação sobre criança desaparecida em Caxias do Sul está cercada de mistérios

Nayara Soares Gomes, 7 anos, saiu para ir ao colégio na manhã de sexta-feira (9) e não foi mais vista

Menina teria saído de casa para ir à escola, mas não foi mais encontrada (Diogo Sallaberry / Agencia RBS)


O desaparecimento de Nayara Soares Gomes, 7 anos, em Caxias do Sul, na Serra, está cercado de mistérios. 


Enquanto a polícia de Caxias do Sul procura por informações concretas, membros da comunidade escolar, incluindo motoristas de vans escolares, estão mobilizados em busca do paradeiro da menina, que sumiu na última sexta-feira (9) no trajeto de casa até a Escola Municipal Renato João Cesa, no bairro São Caetano.


Na manhã desta segunda-feira (12), direção e coordenação do colégio assistiam imagens de câmeras de segurança na certeza de visualizar o local exato onde a menina desapareceu. 


Porém, enquanto isso, relatos de moradores e proprietários de estabelecimentos próximos da escola afirmam que Nayara não foi vista por ninguém no dia em que sumiu. Conforme o diretor da instituição, Alexandre Rizzi, a todo momento chegam informações novas, mas nada capaz de apontar a localização da menina.


— Estamos todos angustiados, tentando fazer o possível para ajudar. Mesmo que as conversas de rua indiquem que ela não chegou perto da escola, é nosso papel fazer o que estiver ao nosso alcance para ajudar na localização. Viemos até a escola no final de semana, tudo para encontrar respostas, mas até agora nada —lamenta.


O proprietário de vans escolares Jairo Machado chegou a procurar por Nayara em becos e matagais do bairro. Junto com outros motoristas, ele passou por vários pontos durante a sexta-feira e o final de semana. Mesmo sem sucesso nas buscas, ele garante que permanece atento a qualquer detalhe que possa indicar o paradeiro da menina. 


— Nós que trabalhamos com as crianças estamos assustados. Como uma menina de sete anos pode sumir assim, sem ninguém ver nada. O que pudermos fazer para ajudar, vamos fazer — afirma Machado.


Descrita como uma menina muito simpática, espontânea e estudiosa, Nayara era figura marcante na escola. Diariamente, ao chegar na instituição, ela sempre buscava cumprimentar com um abraço professores, coordenadores e outros profissionais.


Além disso, entrava em algumas vans escolares estacionadas na frente do colégio para dar oi e pegar algumas balas. Ela também era conhecida por moradores e donos de mercados que ficam no trajeto da casa dela, no Loteamento Monte Carmelo, até a escola.


— Neste dois anos aqui na escola, a Nayara faltou somente uma vez. Nunca foi de ficar na parte de fora esperando o horário de entrar. Sempre chegava e já entrava dar oi para todos. Estava sempre por perto. Ela entrava nas vans, nos mercados, sempre para dar oi — conta a coordenadora Jussara Polesello Ribeiro.


Segundo a direção da escola, a menina frequentemente era vista chegando sozinha na escola. A informação de que Nayara teria entrado num carro branco não é confirmada pela polícia. A investigação, porém, não descarta nenhuma hipótese.


— Não sabemos de qual distância ela vinha sozinha, mas o que contam pelo bairro é que ela fazia um pedaço do trajeto sem a companhia de outra pessoa. Que ela possa ter se perdido, é estranho, pois era esperta. Mas, assim como a polícia, não podemos descartar nenhuma hipótese — explica o diretor.


A última pessoa a ver Nayara foi um primo de 15 anos que estuda na mesma instituição que ela. Inicialmente, ele havia dito que tinha acompanhado a menina até a escola.


Contudo, no domingo, admitiu que levou-a por uma quadra apenas distante da casa. Depois, segundo o primo, eles se separaram. A menina nunca chegou ao destino nem voltou para casa.


No dia do desaparecimento, Nayara vestia camiseta rosa com desenho de uma boneca e uma calça também na cor rosa. Ela carregava uma mochila nas cores rosa e roxo. Ela é magra e tem em torno de 1m20cm de altura. O cabelo é escuro e está cortado na altura dos ombros.


Quem tiver informações consistentes que possam ajudar a polícia, deve ligar para o 190, da Brigada Militar, para o 197, da Polícia Civil, para o (54) 3238 7700, da Central de Polícia (24 horas) ou (54) 3214 2014, da DPCA, em horário comercial.

Fonte: Gaúcha ZH

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