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09/06/2018 | 07:46 | Geral

Serviço Social: a importância do trabalho para a Apae

Hoje, Apae de Três de Maio conta com dois profissionais na área. Segundo eles, ?o Serviço Social faz o acolhimento e acompanhamento às famílias?

Divulgação


A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Três de Maio, mantenedora da Escola de Educação Especial Helen Keller e do Centro de Atendimento Educacional Especializado Helen Keller, atende atualmente 209 alunos nas áreas de educação, saúde e assistência social.


As pessoas que chegam para avaliação na Apae são encaminhadas via rede municipal de saúde ou pelas escolas do município. Então, passam por uma avaliação interdisciplinar da equipe apaeana. Contudo, o primeiro contato deste aluno e de sua família é feito com os profissionais do Serviço Social da instituição. Atualmente, são dois assistentes sociais atuando na Apae: Leandro Steiger e Laís Schwarz. 


Eles explicam que o assistente social é o primeiro profissional a atender a pessoa encaminhada e sua família. A instituição tem a preponderância em assistência social, certificada em sua filantropia pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) enquanto entidade de assistencial social. O trabalho desenvolvido pela Apae está em conformidade com a Política Nacional de Assistência Social, o Sistema Único da Assistência Social e a Lei Orgânica de Assistência Social.


O acolhimento


Por que é tão importante o primeiro atendimento do Serviço Social? Os primeiros profissionais com quem a pessoa tem contato, juntamente com a família, são com os assistentes sociais. “Isso ocorre porque somos nós que fazemos o acolhimento e os encaminhamentos seguintes que serão necessários. A família precisa saber o que vai acontecer nas avaliações e entender o serviço prestado pela instituição na comunidade. É tudo muito novo quando chegam aqui. Então, precisam saber o que acontecerá com o filho e o motivo de estarem aqui. A partir daí, inicia-se a avaliação”, acrescentam Laís e Leandro.


A instituição acolhe esta nova família que a procurou da melhor forma possível. “Costumo dizer a eles que desta instituição a família não sai sem um resultado, uma resposta ou um encaminhamento. São feitas avaliações em todos os setores da saúde e todos estes testes culminam em um resultado, onde se destaca se o paciente se caracteriza como atendido dos serviços da Apae, sendo pessoa com deficiência intelectual, múltipla e/ou autismo. Assim,  conforme as necessidades individuais,  são realizados os encaminhamentos possíveis, aqui dentro da instituição, nos serviços de Assistência Social, Saúde e Educação. Caso não se caracterize como usuário desta instituição, são realizados os encaminhamentos para os setores do município responsáveis pelos atendimentos necessários”, acrescenta Laís.


A avaliação


A avaliação tem duração, em média, de um mês. A pessoa passa pela ponderação, além dos assistentes sociais, de psicólogos, fonoaudióloga, fisioterapeutas, terapeuta ocupacional, neurologista ou neuropediatra e, se necessário, psiquiatra. 


Laís e Leandro destacam que as três áreas - assistência social, educação e saúde - precisam estar em constante evolução, juntas. Estas áreas, segundo eles, necessitam estar interligadas para um bom planejamento de trabalho em busca do desenvolvimento do aluno e da família que estão sendo atendidos na Apae. 


Os assistentes sociais também atuam nas questões de encaminhamento de benefício deste novo aluno, bem como acompanhamentos para setores públicos, como Defensoria Pública, medicamentos, secretarias municipais para auxílios, contatos com escolas e com empresas para o mercado de trabalho.


O processo de alta


Os alunos atendidos na Apae têm alta. Sempre que isso acontece, saem da instituição com um parecer interdisciplinar para a família. “Este processo de alta é preparado com a família. Temos casos que saem daqui e vão para atendimento público, depende de onde eles estão inseridos lá fora. A rede absorve depois. Costumamos pedir acompanhamento de todas as altas, porque se acontecer de ter de voltar, sabemos o processo feito fora daqui”, frisa Leandro.


A volta para a Apae


Caso o aluno tenha tido alta mas por algum motivo precisará retornar à Apae, é feita uma nova avaliação pela equipe, para perceber a situação atual da pessoa. “É como se fosse um novo aluno que chega pra nós. Precisamos saber como ele está no momento.”


Em 2017, foram realizadas 56 avaliações


Laís revela que a maioria das crianças que vêm à Apae para avaliação acaba ficando na instituição para atendimentos. “Tivemos muitas avaliações de bebês no ano passado. São crianças que vieram cedo para o atendimento, e isso é muito importante porque a estimulação começa desde cedo e conseguimos trabalhar e prevenir várias coisas que podem vir a acontecer.”


Em 2017, foram realizadas 56 avaliações. Destas 26 ficaram na Apae. Neste ano, até o fim do mês de maio de 2018, 25 crianças foram avaliadas. “São números altos. Mas também temos atendidos que têm ‘alta’, e isso nos deixa felizes. Preparamos eles para estar bem na comunidade, na sociedade e acessando seus direitos fundamentais”, diz Laís.


Projetos sociais


A área do Serviço Social também é responsável pelos projetos sociais realizados dentro da Apae. Segundo Laís, o projeto social parte de um problema que se tem. “Por isso temos que ter um diagnóstico da realidade da instituição e do que se necessita melhorar para então resolver. Muitos destes projetos de arrecadação de recursos partem deste setor. Temos muitos projetos em andamento e que já foram executados. Elaboramos, acompanhamos e executamos todos os projetos na escola hoje. Projetos dentro da escola realizados com pessoas com deficiência e seus familiares sempre com intuito de garantir direitos sociais, fortalecer vínculos sociais e familiares e melhorar a qualidade dos atendimentos prestados pela Apae.”


Conforme os profissionais, eles atuam fortemente também no fortalecimento de vínculos sociais e entre as famílias dos atendidos. “A Apae trabalha em conformidade com as políticas públicas existentes e intensifica suas ações no serviço de convivência e fortalecimento de vínculos das famílias, pessoas com deficiência e comunidade. Ainda, com a representatividade do aluno fora da sala de aula, para que eles se tornem autores de sua própria história”, finalizam.

Fonte: Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999

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