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11/06/2018 | 11:21 | Polícia

Seis policiais militares são presos por suspeita de envolvimento com facção

Operação da Brigada Militar e do Ministério Público ocorre na manhã desta segunda-feira (11)

Ronaldo Bernardi / Agência RBS


Policiais militares (PMs) suspeitos de atuarem em parceria com integrantes de uma das mais violentas facções do Rio Grande do Sul são alvo de uma operação da Corregedoria-Geral da Brigada Militar e do Ministério Público na manhã desta segunda-feira (11). Além dos militares, criminosos do grupo criminoso Bala na Cara também são investigados. 


Até as 9h30min, seis PMs e dois integrantes da facção haviam sido presos. Armas e dinheiro foram apreendidos durante as buscas. Cinco PMs foram presos por ordem judicial e um sexto foi pego em flagrante durante as buscas com arma e drogas. Os nomes dos presos não foram divulgados pela Brigada Militar.


Estão sendo feitas buscas nas residências dos suspeitos e nos armários que os PMs mantêm em seus locais de trabalho — o 11º BPM, o 20º BPM, ambos em Porto Alegre,  e o 31º BPM, em Guaíba. Também são cumpridos 10 mandados de prisão, cinco dirigidos a PMs. Os suspeitos são ou foram do 11º BPM. As ordens judiciais foram dadas pela Justiça Militar.


O foco da apuração é corrupção policial. Os PMs são investigados pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e extorsões. A investigação teve início em julho do ano passado e é feita em conjunto com o Ministério Público.


O trabalho começou a partir de informações de que policiais usando uma viatura da BM foram vistos contando grande quantidade de dinheiro no interior da Vila Bom Jesus, na zona leste da Capital — área sob o domínio da facção investigada. Também havia relatos de extorsão de policiais contra traficantes na mesma região.


Ao longo do trabalho, foi apurado que PMs estariam atuando no comércio ilegal de armas de fogo e na subtração de armamento relacionadas a ocorrências. A corregedoria não dá detalhes de como os policiais atuavam porque a investigação ainda não foi concluída e pode envolver mais pessoas e outros crimes.


— A importância desse trabalho é a transparência e termos a consciência de que o efetivo deve ter idoneidade e honestidade no trabalho policial. A nossa obrigação é atuar quando houver irregularidade — destacou o corregedor-geral da BM, coronel Carlos Armindo Thomé Marques.


Além das prisões, são cumpridos 27 mandados de busca e apreensão — 17 em residências de PMs e seus locais de trabalho e 10 em casas de integrantes da facção criminosa. As buscas ocorrem em Porto Alegre, Gravataí, Canoas, Santa Maria, Nova Petrópolis, Cachoeira do Sul e Guaíba. As prisões ocorrem na Capital e em Canoas.

Fonte: Gaúcha ZH

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