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08/07/2018 | 07:32 | Esporte

Croácia vence a Rússia nos pênaltis e encara Inglaterra na semifinal da Copa

Classificação nas penalidades veio após empate em 2 a 2 no tempo normal e na prorrogação

Zagueiro Vida fez um dos gols da Croácia no jogo (KIRILL KUDRYAVTSEV / AFP)


A última vaga na semifinal da Copa do Mundo é croata. Nos pênaltis, após empate em 2 a 2 no tempo normal e na prorrogação, que teve direito até a gol do lateral brasileiro Mário Fernandes para a Rússia, a seleção de Modric e Rakitic garantiu a classificação na marca da cal por 4 a 3. Agora, a Croácia terá a Inglaterra de Harry Kane pela frente. A partida que define um dos finalistas ocorre na quarta-feira, às 15h (horário de Brasília), no Estádio Luzhniki, em Moscou - mesmo palco da decisão. 


Depois da eliminação da Seleção na sexta-feira para a Bélgica, Rússia x Croácia foi o jogo mais "brasileiro" do sábado. Afinal, o lateral-direito naturalizado russo Mário Fernandes defendia a camisa dos donos da casa e o árbitro Sandro Meira Ricci comandava o apito.


Embora fosse considerada uma zebra nas quartas de final após eliminar a Espanha, a Rússia contou com o apoio de seu povo no Estádio Olímpico de Sochi - outro elemento brasileiro, já que a Seleção se hospedou na cidade litorânea até as oitavas de final. Mas a Croácia, com a técnica do trio formado por Modric, Rakitic e Mandzukic, tentava igualar a geração de 1998, liderada pelo atacante Davor Suker, que chegou à semifinal na Copa da França.


A Rússia, no entanto, mostrava maior volume ofensivo. Aos dois minutos, Dzuba lançou Cheryshev na área, que concluiu em cima da zaga croata. Aos quatro, o mesmo Dzuba voltou a levar perigo: aproveitou rebote e concluiu firme, em chute rebatido pelo zagueiro Vida.


A blitz russa diminuiu, o que deu espaço suficiente para a Croácia colocar a bola no chão e sair para o jogo. Tanto que a primeira chance veio aos seis minutos, em cobrança de escanteio escorada por Rebic, que cabeceou por cima do gol.


Bem encaixada, a marcação russa trazia dificuldades para a Croácia. Por isso, a turma de Modric se valia da bola aérea para tentar levar algum perigo. O que ocorreu aos 28, em cruzamento do lateral-direito Vrsaljko para Perisic, que se atirou no chão para escorar a bola de cabeça, à direita do gol de Akinfeev.


Mas a Rússia tinha Cheryshev. E o centroavante mostrou aos 30 minutos porque é o principal nome de seu país. Após receber de Dzuba na intermediária, o camisa 6, com a técnica de um 9, enquadrou o corpo e mandou um chute certeiro, de pé esquerdo, no ângulo de Subasic, que nem teve tempo de se mexer: 1 a 0. 


Neste cenário, coube à Croácia apostar no contra-ataque. E deu certo. Na jogada seguinte, também aos 39, Perisic lançou Mandzukic na ponta esquerda, que teve todo o espaço do mundo para cruzar na cabeça de Kramaric, que desviou de Akinfeev para igualar o placar.Sem mudanças no intervalo, a Croácia voltou com mais desenvoltura no ataque. Rodando a bola com uma intensa troca de passes, conseguiu encontrar espaços. Aos 7, Kramaric emendou uma bicicleta após receber cruzamento na área. Mas a finalização saiu sem força, para uma defesa tranquila de Akinfeev.


Controlando o jogo e impondo sua técnica, o time croata por pouco não concretizou a virada aos 14 minutos. Após cruzamento na área, o goleiro da Rússia errou ao afastar o perigo, deixando a bola cair nos pés de Perisic. O meia concluiu no cantinho, fora do alcance de Akinfeev, mas teimosamente a bola bateu na trave e percorreu toda a extensão do gol sem entrar, o que levou à loucura o técnico croata Zlatko Dalic.


Apesar da maior posse de bola (65%), a Croácia tinha dificuldades em furar o bloqueio russo.  Nem mesmo as entradas do meia Brozovic, na vaga de Perisic, do lateral-esquerdo Pivaric, no lugar de Strinic, e do volante Kovacic para a saída do atacante Kramaric, mudaram o panorama da partida, que caminhava para a prorrogação. 


Na Rússia, o técnico Stanislav Cherchesov também buscou renovar o fôlego de sua equipe. Mas tirou o principal nome do time, Cheryshev, para colocar o atacante Smolov em seu lugar. Também trocou o meia Samedov por outro meia, Erokhin, e tirou o atacante Dzuba para colocar Gazinskiy, um volante, com o objetivo de segurar o empate em 1 a 1.


Apesar da maior posse de bola (65%), a Croácia tinha dificuldades em furar o bloqueio russo.  Nem mesmo as entradas do meia Brozovic, na vaga de Perisic, do lateral-esquerdo Pivaric, no lugar de Strinic, e do volante Kovacic para a saída do atacante Kramaric, mudaram o panorama da partida, que caminhava para a prorrogação. 


Na Rússia, o técnico Stanislav Cherchesov também buscou renovar o fôlego de sua equipe. Mas tirou o principal nome do time, Cheryshev, para colocar o atacante Smolov em seu lugar. Também trocou o meia Samedov por outro meia, Erokhin, e tirou o atacante Dzuba para colocar Gazinskiy, um volante, com o objetivo de segurar o empate em 1 a 1.


Aos 13 minutos, quase veio o 3 a 2 russo: Zobnin arriscou chute da entrada da área, mas Subasic agarrou. O que garantiu a decisão por pênaltis ao final dos 120 minutos de jogo.


Na primeira cobrança, o russo Smolov tentou dar uma cavadinha, mas o goleiro Subasic fez a defesa. Depois, Brozovic cobrou no canto para vencer Akinfeev: 1 a 0. A Rússia empatou com Dzagoev, que deslocou Subasic: 1 a 1. 


O croata Kovacic chutou para defesa de Akinfeev e Mário Fernandes também perdeu sua cobrança, indo de herói a vilão ao chutar para fora. O craque Modric cobrou no canto direito e o goleiro russo ainda encostou na bola, que morreu na rede: 2 a 1.


O zagueiro russo Ignashevich empatou em 2 a 2. Mas o croata Vida, que já tinha feito gol na prorrogação, também converteu sua cobrança: 3 a 2. A Rússia ainda faria o 3 a 3 com Kuzyaev, mas o croata Rakitic converteu o último pênalti, garantindo o 4 a 3 e a vaga da Croácia na semifinal para encarar a Inglaterra.

Fonte: Gaúcha ZH

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