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30/09/2018 | 18:30 | Esporte

D'Alessandro marca, Inter vence o Vitória e fica na vice-liderança do Brasileirão

Jogo dramático no Beira-Rio começou com gol contra de Emerson Santos

D'Alessandro o segundo gol Colorado - Ricardo Duarte / Agência RBS


Com uma virada dramática, que contou com erro de zagueiro, gol contra a um minuto de jogo, gol mal anulado e pênalti mal marcado, o Inter bateu o Vitória por 2 a 1 no Beira-Rio, e voltou à vice-liderança do Brasileirão, empatado em 53 pontos com o Palmeiras, mas atrás no saldo de gols. Nesta sexta-feira, o Inter enfrentará um Sport em grave crise, na Ilha do Retiro, sonhando reassumir a primeira colocação do campeonato.


Com D'Alessandro como titular, após quase cinco meses na reserva, Inter e Vitória foi um jogo estranho. Ao menos em seu início. Com 30 segundos, Víctor Cuesta cortou o supercílio em um choque dentro da área. Sai de campo. Trinta segundo despis, a bola é erguida para a área do Inter, Emerson Santos divide pelo algo com Rodrigo Andrade, a bola quica a sua frente e, Emerson, tentando recuar para Marcelo Lomba, cabeceia para o gol, onde Lomba não estava porque já havia saído do gol para tentar a defesa logo depois da dividida entre zagueiro e atacante. De novo, o Vitória se transformava um monstro de dentes afiados na vida do Inter. 


Não há estratégia de jogo que resista a um gol contra a um minuto de jogo. O gol digno de vinheta dos piores momentos da temporada abalou o Inter. O time só passou a reagir a partir dos 13 minutos, quando D'Alessandro cobrou uma falta na trave. Mas se o Inter foi ao ataque, um festival de passes errados e lances ofensivos desperdiçados passaram a minar as chances coloradas no jogo. O fantasma do gol contra parecia perseguir um Inter nervoso em campo. 


Sem conseguir construir um lance de grande perigo sequer contra o gol baiano, o primeiro tempo do Inter chegou ao fim da seguinte maneira: com dois contra-ataques do Vitória, pegando o dono da casa totalmente desarrumado na defesa, e com parte da torcida vaiando. Assim que o árbitro apitou para o intervalo, alguns aplausos e gritos de incentivo das arquibancadas. O time de Odair Hellmann precisava bem mais do que apoio moral para virar o jogo.


No segundo tempo, um Inter com mais energia, mas sem grande organização tentou avançar sobre o Vitória. O tempo passava e os jogadores baianos mantinham o controle emocional da partida - inclusive fazendo cera a cada falta recebida. Com Camilo no lugar de Pottker, o Inter passou a pressionar de verdade o Vitória. 


Aos 17 minutos, a reação. Cuesta deu um carrinho, roubou a bola, Edenilson dominou, correu para a ponta e cruzou, onde Damião, entre zagueiros, cabeceou para empatar. 


O 1 a 1 gerou uma onda de reação das arquibancadas para o campo e vice-versa. Odair em seguida sacou Damião e mandou Rossi a campo. Nico chegou a fazer a virada, anulada de maneira errada, por impedimento de Camilo. O Inter buscava desesperadamente o segundo gol. 


Aos 32 minutos, a cartada final: Jonatan Alvez. O Inter voltou à carga e Camilo marcou o gol, em passe de Edenilson. E, de novo, ele foi anulado por impedimento - agora anotado corretamente. Aos 36 minutos, porém, Camilo cobrou uma falta lateral, a bola bateu na mão de Lucas Fernandes e o árbitro marcou pênalti. O lance, porém, foi fora da área. Não há VAR no Brasileirão. E o árbitro manteve a penalidade, apesar das reclamações dos jogadores do Vitória. D'Alessandro cobrou e fez o gol da virada. Uma das mais sofridas de um Inter que renasceu no jogo e no Brasileirão. 

Fonte: Gaúcha ZH

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