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25/11/2018 | 10:26 | Praia Notícias | Esporte

Avaí empata com a Ponte Preta e volta à Série A do Brasileirão

Marco Favero / Diário Catarinense


Foi! Na última rodada e no último jogo do ano. Com muito nervosismo. Com chuva e com sol na Ressacada. O Leão foi para a Série A. O Avaí conseguiu o voltar ao pelotão de elite do Campeonato Brasileiro. Maioria entre os 16.460 no estádio, o torcedor azurra sofreu um bocado na partida deste sábado. Mas, como foi ao longo da Série B, jamais perdeu a confiança de atingir a meta do ano. Sofrimento recompensado pelo orgulho que transborda do peito. O empate sem gols com a Ponte Preta, um 0 a 0 nervoso, bastou para que ele diga que está de volta ao grupo dos maiores clubes do futebol nacional. 


Em um primeiro tempo que começou com chuva e terminou com sol, o Leão foi melhor e com marcação apertada, não deixou a Ponte, que necessitava da vitória para subir, chegar na frente. O time da casa deu trabalho na bola parada. Mas a melhor chance da etapa foi pontepretana. Rubinho, na segunda partida de toda a temporada, defendeu. Na etapa complementar, a dupla Betão e Marquinhos Silva foi soberana e aplaudida pelo maior público do ano na Ressacada. O Avaí continuou melhor, mas não conseguiu o gol. Não fez falta. O empate foi suficiente para subir na terceira colocação final. A Ponte fica na Série B. 


O Avaí se apresenta para a temporada de 2019 no dia 2 de janeiro. O primeiro jogo da próxima temporada será na Ressacada, no dia 17 do primeiro mês do ano, contra o Metropolitano pela primeira rodada do Campeonato Catarinense.


O jogo


Partida nervosa pelo que havia por decidir: o próximo ano dos dois times. Nem a chuva forte durante as primeiras voltas do ponteiro esfriou os ânimos. Logo no começo, dois cartões amarelos para cada lado: Matheus Barbosa e Nathan. Com o campo pesado, a bola parada era solução. E o Avaí incomodou em um bate-rebate na pequena área que não prosseguiu por causa de impedimento. A Ponte Preta precisava da vitória para subir, tentava com o avanço dos laterais, mas o Leão travava o rival. Era o time da casa que tinha a redonda mais perto da trave do adversário. Aos 15, em bola parada, outro susto na defensiva pontepretana. Daniel Amorim tentou o cantinho de Ivan em batida de falta frontal. Passou rente. O goleiro Rubinho, o escolhido do técnico Geninho para proteger as redes azurras, não era exigido – embora causasse apreensão quando precisava participar com os pés. 


O Leão era parado com faltas no entorno da área visitante, enquanto a Ponte passou a primeira parte do etapa inicial sem fazer Rubinho passar trabalho. A melhor chance azurra foi um chute de Pedro Castro – homem que Marquinhos torcia para que fizesse o gol de vitória neste sábado. Depois de falta erguida na área e espantada pela defesa, sobrou para o meia atentar da risca da grande área. Ivan abraçou sem dificuldade. No finzinho do primeiro tempo, a Macaca testou o goleiro azurra, que fez a segunda partida de toda a temporada. Passada a triangulação no lado direito, o cruzamento encontrou Júnior Santos, que cabeceou na direção do gol e Rubinho, em dois tempos, pegou.


Segunda etapa de apreensão


Os times aguardaram no gramado, postados, o reinício do segundo tempo – sincronizado com os demais jogos que poderiam influenciar no resultado. Mesmo que a Ponte tenha retornado mais ofensiva com a entrada de Victor Rangel (ex-Guarani de Palhoça) na vaga de um volante, foi o Avaí que fez o goleiro trabalhar. Da entrada da área, Iury mandou bala e Ivan se esticou para espalmar para fora. A partida se desenrolava com tensão. Então, a torcida casa aliviou cantando nas arquibancadas quando os visitantes se assanhavam ao campo de ataque. O Leão chegou novamente aos 17. Tocando bola, Getúlio recebeu na frente, dentro da área, mas não conseguiu o domínio: escapou na ajeitada para fuzilar. Em seguida, Rodrigão entrou com tudo na vaga de Daniel Amorim. Nesta altura do campeonato, havia mais pressão, principalmente sobre o time de preto e branco. O CSA tinha marcado o terceiro e passava fácil pelo Juventude, garantindo uma das vagas na elite. 


A situação fazia o torcedor cantar mais alto o possível, ainda que abafado pelo nervosismo. Era a arquibancada que levava o time, deixava a equipe em estado de alerta. Aos 30 minutos, o técnico Gilson Kleina colocou um lateral na vaga de um zagueiro para ir para o tudo ou nada. Em seguida, Rodrigão recebeu na altura da risca da área, virou e mandou ao lado do gol. O arremate foi convite para a maioria do maior público do ano na Ressacada incentivar a equipe para que ao menos sustentasse o resultado mínimo e fundamental.


No fim do jogo, a simulação do atacante Roberto, na entrada da área do Avaí, que recebeu o cartão amarelo, foi a senha para o torcedor começar a gritar de alegria. Ainda que Rodrigão tenha perdido um gol feito, cara a cara com o goleiro da Macaca, a festa não foi mais ameaçada.


FICHA TÉCNICA - Avaí 0 x 0 Ponte Preta


AVAÍ: Rubinho; Guga, Marquinhos Silva, Betão e Iury (João Paulo); Judson, Matheus Barbosa e Pedro Castro; Renato, Daniel Amorim (Rodrigão) e Getúlio (Jones Carioca). Técnico: Geninho.


PONTE PRETA: Ivan; Ruan, Renan Fonseca, Reginaldo e Danilo Barcelos; Nathan (Igor Vinícius), Lucas Mineiro e Tiago Real; Matheus Vargas (Victor Rangel), André Luis e Júnior Santos (Roberto). Técnico: Gilson Kleina.


CARTÕES AMARELOS: Matheus Barbosa (A). Danielo Barcelos, Nathan e Roberto (P).


ARBITRAGEM: Wilton Pereira Sampaio, auxiliado por Fabrício Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires (trio de GO).


LOCAL: Ressacada, em Florianópolis.


PÚBLICO: 16.460 torcedores.


RENDA: R$ 367.607

Fonte: Diário Catarinense

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