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11/10/2017 | 12:01 | Geral Atraso no pagamento dos salários motiva greve de quatro categorias no RS Professores, agentes policiais, técnicos científicos e escriturários aderiram à paralisação, segundo sindicatos das categorias

Paulo Marques Notícias


O atraso no pagamento dos salários ao funcionalismo motivado pela crise financeira, segundo o governo estadual, causa paralisações em ao menos quatro categorias no Rio Grande do Sul. Sem receber os vencimentos em dia, parte dos servidores decidiu cruzar os braços até que sejam depositados os valores devidos.


O movimento inclui professores, agentes policiais, técnicos científicos e escriturários. Segundo a Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado (Fessergs), as greves devem se intensificar diante da iminente possibilidade de descumprimento do pagamento do 13º salário.


— A determinação das categorias é de resistir a essa política adotada em relação ao funcionalismo. O governo segue responsabilizando somente o serviço público pelo déficit, enquanto segue renunciando receitas e concedendo isenções fiscais — afirma Sérgio Arnoud, presidente da Fessergs.


A adesão mais expressiva encontra-se entre os professores. O Cpers-Sindicato afirma que três em cada quatro escolas estão sem aulas, enquanto a Secretaria da Educação calcula que a adesão é de 35% no magistério. 


Na manhã de terça-feira (10), após os ânimos se acirrarem em razão da decisão do governo de cortar o ponto dos grevistas, revertida pela Justiça, a direção do Cpers reuniu-se com o chefe da Casa Civil, Fábio Branco. O encontro terminou sem acordo.


O sindicato entregou ao Piratini um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que apontaria recursos disponíveis para complementar o pagamento da folha. Branco prometeu encaminhar os dados para análise da Secretaria da Fazenda.


— Entendemos a situação, mas pedimos sensibilidade. É a pior crise financeira da história do Estado e ninguém está propondo parcelamento por desejo — defendeu o secretário.


De acordo com a presidente do Cpers, Helenir Schürer, a paralisação segue por tempo indeterminado. Em geral, os servidores em greve pretendem definir os rumos dos movimentos após o governo concluir o pagamento dos salários, prometido para o dia 17. 

Fonte: Gaúcha ZH


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