Em apoio a um movimento nacional,
professores aprovaram nesta sexta-feira (14) em assembleia no Ginásio Gigantinho, em Porto Alegre, uma paralisação de três dias na rede estadual de ensino do Rio
Grande do Sul. A interrupção nas atividades está programada para ocorrer entre a próxima segunda (17) e quarta (19). Já a possibilidade de uma greve por
tempo indeterminado foi descartada durante o encontro.
A paralisação segue uma orientação nacional da categoria, que critica
principalmente o descumprimento da Lei do Piso Nacional do Magistério em alguns estados, entre eles o Rio Grande do Sul. O governador Tarso Genro já reconheceu que até
o fim da gestão, neste ano, não conseguirá atingir o pagamento do piso, o que é projeto para ocorrer gradualmente.
A
manutenção dos planos de carreira e a exigência de que o governo federal invista 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação também fazem parte
da lista de reivindicações da mobilização nacional. No Rio Grande do Sul, os professores também criticam a lentidão do governo estadual para nomear
mais de 13 mil aprovados no último concurso do magistério.
"Não há clima para greve por tempo indeterminado. Mas vamos investir na
continuidade do debate", disse ao G1 Daniela Peretti, uma das diretoras do Cpers, sindicato que representa a categoria no estado.
No mês passado, o Cpers
anunciou que entraria com uma ação coletiva na Justiça para acelerar a nomeação dos professores aprovados no concurso público do magistério
do ano passado, no Rio Grande do Sul. A entidade também quer impedir que o governo faça contratações temporárias.