O Cpers-Sindicato alerta pais e alunos que as escolas estaduais estarão fechadas na
próxima segunda-feira (29). Na data, que marca o reinício do ano letivo no Instituto Estadual Cardeal Pacelli e na Escola Estadual São Francisco, ocorrerá o Dia
Nacional de Paralisação na Educação.
A atividade antecipa a Greve Nacional, convocada para os dias 15, 16 e 17 de março
pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Na pauta, a reforma da Previdência e a implementação dos pisos salariais de
professores e funcionários de escolas.
Conforme a diretora do 35º Núcleo do Cpers com sede em Três de Maio, professora Vera Lesses,
após o período de férias, quando as mobilizações da categoria esfriaram, o magistério começa o ano exigindo aumento salarial. Até
aqui, os professores têm recebido apenas o reajuste no completivo, que é pago para que nenhum docente receba menos do que o piso nacional.
Conforme
Vera, hoje, um professor em início de carreira, classe A, recebe R$ 1.260,18 para 40 horas semanais e tem um completivo de R$ 875,46 para atingir o Piso Salarial dos Professores. O
nosso Plano de Carreira está sendo, sorrateiramente, desmontado por este governo. Atualmente, um educador que inicia a carreira recebe o valor acima citado com um completivo,
totalizando R$ 2.135,72. Um professor com a mesma classe e que tenha especialização, mestrado ou doutorado recebe R$ 2.520,36. Ele está perdendo, mensalmente, R$
1.750,90. Para cumprir o Piso no Plano de Carreira, deveria receber R$ 4.271,26.
Mesmo com toda a mobilização da categoria, o governo não
pretende conceder reajustes salariais, já que estourou o limite de gastos estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal e está amarrado pela Lei de Responsabilidade Fiscal
Estadual. A legislação local, aprovada no ano passado, vincula aumentos a crescimento econômico, algo difícil em um cenário de recessão.