Três casos da febre chikungunya foram confirmados em Joinville nesta segunda-feira. São
os primeiros a serem diagnosticados na cidade, que passou o ano passado sem nenhum caso. Segundo a Prefeitura, os três casos foram importados de outras cidades e os pacientes
não precisaram ser hospitalizados. Eles foram diagnosticados e tratados.
A chikungunya é uma doença infecciosa febril, causada por um
vírus, que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. O Aedes aegypti também pode transmitir a dengue e o zika vírus. Neste ano, o
município tem a confirmação de sete casos de dengue, todos importados, e nenhum paciente com o zika vírus. No ano passado, foram 47 casos de dengue, sendo 36
importados.
CHIKUNGUNYA
Sinais e sintomas
Febre acima de 39 graus, de início repentino,
e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos
e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.
Início dos sintomas
De
dois a dez dias após a picada do mosquito, podendo chegar a 12 dias. Esse é o chamado período de incubação.
Existem grupos de
maior risco?
O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Além
disso, pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença.
Diagnóstico
O vírus só pode ser detectado em exames de laboratório. São três os tipos de testes capazes de detectar o Chikungunya: sorologia, PCR em
tempo real (RT‐PCR) e isolamento viral. Todas essas técnicas já são utilizadas no Brasil para o diagnóstico de outras doenças e estão
disponíveis nos laboratórios de referência da rede pública.
Tratamento e prevenção
Até o momento não existe um tratamento específico para Chikungunya, como no caso da dengue. Os sintomas são tratados com medicação para a febre
(paracetamol) e as dores articulares (antiinflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia.
Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.
Como não existe transmissão autóctone no Brasil,
é necessário que o paciente evite deslocamento, utilize medidas de proteção individual e permaneça em repouso durante o período de viremia.
Como a doença é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas
suas casas e na vizinhança. As medidas que as pessoas devem tomar são exatamente as mesmas recomendadas para a prevenção da dengue.