Os acadêmicos do 3º semestre do curso superior de Tecnologia em
Design de Moda da SETREM terão um interessante desafio em 2016: através de um projeto interdisciplinar, deverão pesquisar e criar uma coleção de moda
focada na temática indígena, além de desenvolverem as estamparias têxteis da coleção. A segunda parte do projeto envolve a execução de
alguns looks e produção de moda, além de oficinas, palestras e exposições em escolas da região acerca do trabalho desenvolvido.
Além do cunho artístico da moda, o projeto envolve o resgate cultural da cultura indígena, uma das prerrogativas do Ministério da Educação (MEC). A
atividade iniciou na quinta-feira, 3, com palestra realizada no Auditório pelo docente Guilherme Schmidt. “Apresentamos a trajetória histórica dos Maias, Astecas
e indígenas brasileiros aos acadêmicos para que, posteriormente, eles pesquisem e façam um paralelo com a arte e a cultura da atualidade”, destaca.
Schmidt explica que, no Brasil, prevaleceu a cultura Europeia ante a dos povos indígenas. “Porém, na América Andina, a população ainda
é descendente de indígenas e têm cultura muito mais arraigada do que a nossa. No México e na América Central também, tanto que ocorreram na
década de 90 movimentos separatistas indígenas, como o movimento Zapatista, que com apoio dos camponeses defendia uma gestão mais democrática do
território”, complementa o docente.
Coordenador do Design de Moda da SETREM, Luciomar de Carvalho reforça a importância do projeto
como oportunidade para mediar conhecimentos, estimular a criação, desenvolver a criatividade e proporcionar ao acadêmico o contato com as diversas práticas da
moda. “Estas são apenas algumas das competências almejadas e que devem ser atingidas em todos os componentes curriculares. Cabe aos futuros designers o
interminável desafio da moda, a busca constante do novo e do inusitado, e para isso é preciso sonhar, buscar inspiração além do tempo, e isso é
possível ao conhecerem e imergirem na cultura indígena”, conclui.