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24/03/2016 | 06:53 | Educação | Três de Maio

Egressa de Engenharia de Produção implanta biodigestor em propriedade da família

Jordana Noschang participou do Projeto Biogás, atualmente BioAgroPec, quando acadêmica da Faculdade Três de Maio

Jordana Noschang participou do Projeto Biogás, atualmente BioAgroPec, quando acadêmica da Faculdade Três de Maio
Foto: SETREM / Divulgação
São muitas as histórias de acadêmicos que transformam o aprendizado e as experiências vividas durante a faculdade em ações práticas para as empresas em que atuam ou em negócios próprios. Um destes exemplos é o da egressa do curso de Engenharia de Produção da SETREM, Jordana Noschang, que implantou um biodigestor na propriedade de sua família, na Linha Divisa, em Santo Cristo. A história, no entanto, começou há alguns anos, conforme explica a engenheira: “Desde que fui convidada pela SETREM para participar do Projeto Biogás, hoje denominado BioAgroPec, tive um interesse muito grande por esta área. Quando sai do Projeto, pensei em adaptar algo para as pequenas propriedades, aquelas que possuem uma ou duas cabeças de gado ou um ou dois suínos, onde não existe tanto volume de dejeto para abastecimento”, conta.
Jordana destaca que ficou com esta ideia em mente até que seu pai a informou de uma feira que ocorreria no município de Senador Salgado Filho, na qual a EMATER apresentaria em seu estande um biodigestor caseiro. “Não tive dúvidas. Visitei o estande e me deparei com um biodigestor de materiais de fácil acesso e baixo custo. Tive então a iniciativa de montar um em minha casa. O objetivo inicial foi mais voltado para teste e o aprimorando ocorreu a partir do conhecimento adquirido junto ao Projeto da SETREM, sempre observando o conceito de uso de materiais que não acrescentassem custo”, explica.
O uso de materiais acessíveis envolveu, por exemplo, a implantação do filtro de ácido sulfídrico no biodigestor implantado pela engenheira, algo que o modelo que conheceu na feira não possuía. “O resultado foi muito melhor do que o esperado. Cozinhamos com biogás e aquecemos água. Porém, em um determinado período de sua produção, o gás não queimava. Desconfiei do pH do dejeto e fomos consultar a EMATER, que emprestou um medidor de pH digital, conheceu o nosso biodigestor e fez o convite para que nós o expuséssemos na 5a Mostra da Agricultura Familiar, em Santo Cristo, no estande energias alternativas, onde o biodigestor caseiro de baixo custo foi uma de suas atrações”, conta Jordana.
Ela destaca ainda que a construção e a manutenção do biodigestor é realizada por todos os moradores da propriedade, envolvendo toda a família no processo: pai, mãe, marido e ela mesma. “Este projeto terá, com certeza, continuidade, pois existem aspectos ainda em teste, como a utilização do biogás em botijões e variação de tipos de dejeto, além das vantagens que ele apresentou para nós. Entre elas, destaque para a produção de biogás e a possibilidade de utilização do biofertilizante na horta, proporcionando uma propriedade mais limpa, além de fazermos a nossa parte para a preservação da camada de ozônio e do meio ambiente”, conclui Jordana, Engenheira de Produção formada na SETREM.
Fonte: Assessoria de Comunicação da SETREM
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