O mercado de orgânicos ganhou força em 2015 graças ao crescimento da
conscientização, por parte dos consumidores, sobre a importância dos alimentos saudáveis. “Podemos resumir que foi um ano bom para o setor”, conclui a
coordenadora do Centro de Inteligência em Orgânicos da Sociedade Nacional de Agricultura, Sylvia Wachsner.
Esta consciência maior sobre a
necessidade de valorizar a alimentação saudável pode ser notada com o surgimento de diversas iniciativas, dentre elas, pequenos empreendimentos pelos quais consumidores
se unem para comprar alimentos diretamente dos produtores rurais, o que favorece a redução de preços, a entrega de cestas em residências e a criação
de plataformas de venda online.
“O comércio eletrônico cresceu, assim como os pequenos varejos que oferecem orgânicos. Já os grandes
supermercados mantiveram ou ampliaram seus espaços dedicados a esses produtos”, observa Sylvia. “Além disso, diversas prefeituras aderiram às compras de
alimentos orgânicos da agricultura familiar para a merenda nos estabelecimentos de ensino, no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar”.
Como se vê, a crise não chegou a abalar as estruturas desse mercado em ascensão. Para a coordenadora do CI Orgânicos, em 2015, “ficou bem
claro que, cada vez mais, os consumidores procuram alimentos saudáveis, bons para a saúde e que sejam menos ultraprocessados. E os orgânicos gozam dessas
vantagens”, assinala.