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18/04/2016 | 11:19 | Educação

Sem transporte escolar, pais se revezam para levar filhos à aula em Independência

Motoristas que fazem transporte de alunos estão parados em Independência

Motoristas que fazem transporte de alunos estão parados em Independência
Motoristas denunciam más condições nos veículos do transporte escolar (Foto: Reprodução/RBS TV)
Motoristas que fazem o transporte escolar em Independência, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, paralisaram as atividades desde última quarta-feira (13). Eles protestam contra as más condições dos ônibus nos quais trabalham. Por conta da situação, pais de alunos se revezam para levar os jovens à escola.
O protesto afeta mais de 300 estudantes no município, que tem cerca de seis mil habitantes. A dona de casa Gracieli da Rosa buscou a alternativa com vizinhos para não deixar o filho faltar aula. “A gente está fazendo um rodízio. Um busca de manhã, outro ao meio dia, por que estão sem transporte”, conta.
Os motoristas das sete linhas que fazem o transporte da prefeitura afirmam que os veículos estão em péssimas condições. “Tem ônibus que falta pneu, tem ônibus esquentando o motor, tem ônibus que falta freio”, enumera o motorista Adilar Meller.
Outro problema é a falta de liberação para transportar os alunos. Conforme o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), cada veículo do transporte escolar precisa passar por uma inspeção a cada seis meses. No entanto, de acordo com os motoristas, alguns carros não são vistoriados há três anos.
O ônibus que Ernane Borges dirige foi o único encaminhado para a revisão veicular, na última semana. A empresa responsável pelo trabalho apontou 12 itens com problemas. “A grande preocupação é a segurança do motorista e dos alunos que são transportados. Nós sempre cobramos a administração e nos dizem que não tem verba”, afirma o motorista.
A prefeitura admite que houve falha no encaminhamento dos veículos para inspeção veicular, mas que está tomando providências. Dois ônibus foram contratados de forma emergencial para não deixar todos os alunos sem transporte. O serviço aumenta o custo para o município em 15%.
Fonte: G1
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