Preparar o professor para trabalhar dentro de uma diversidade subjetiva no contexto
escolar, quando necessita compreender o que são as dificuldades de aprendizagem, identificá-las e procurar as melhores técnicas de aprendizado significativo
através da mudança de metodologia, planejamento, estruturação do espaço escolar, avaliação e integração com os pares. Foi
focando nesse objetivo que o Departamento de Extensão da SETREM promoveu capacitação de professores e funcionários em Santa Rosa, no dia 11. A ação
realizada na Escola Estadual Alfredo Nedel foi conduzida pela pedagoga Franciele Acker e consistiu num momento de troca de experiências, buscando sanar dúvidas sobre o tema. A
capacitação foi fomentada por debates das intencionalidades e curiosidades docentes.
Para a pedagoga, as dificuldades de aprendizagem devem ser
descobertas a fim de auxiliar o desenvolvimento do processo educativo, percebendo se estão associadas à outros fatores que também influenciam e desmotivam o
aprendizado. Em grande parte dos casos, os docentes são os primeiros a identificar que o aluno possui algum tipo de dificuldade na esfera escolar. As crianças, nesses casos,
muitas vezes, apresentam desmotivação e incômodo com as tarefas escolares causados por um sentimento de incapacidade, que as levam à frustração,
cansaço, sono, tristeza ou agitação. Apesar disso, observa Franciele, não possuem formação específica para fazer um diagnóstico mais
preciso. “A família também deve ficar atenta ao desenvolvimento e comportamento da criança e, quando necessário, buscar apoio de médicos,
psicólogos e psicopedagogos. Já os responsáveis precisam lembrar que todos têm processos e ritmos diferentes de desenvolvimento e que é necessário
respeitar o tempo de cada Toda esta reflexão está voltada para os problemas cognitivos e emocionais. Além das dificuldades geradas por essas questões, existem
também aquelas que podem estar relacionadas às práticas pedagógicas do professor, uma vez que nem todo aluno aprende da mesma maneira. Conforme ela, neste caso o
caminho é a melhoria na qualidade das estratégias metodológicas em sala de aula. “Sabemos que os problemas de aprendizagem constituem uma situação
real dentro das instituições escolares. Conhecer melhor as relações entre esses problemas de aprendizagem e estabelecer parceria com as famílias considero
ser o melhor caminho”, ressalta.
Franciele afirma que a escola para todos, com qualidade, depende no primeiro momento da relação professor X
aluno, saber e compreender que ninguém é igual à ninguém, e os profissionais da educação devem agir e focar seu trabalho e essa será a
força motriz para agregar a família, e a busca de melhores condições, tanto arquitetônicas como estruturais. Para a pedagoga, muitos dos problemas vistos
como dificuldades de aprendizagens estão lincados a posturas errôneas da escola, ao fazer um diagnóstico errado, e continuar com práticas equivocadas. Para ela,
se tivermos a neurociência como aliada, saberemos identificar os momentos como cada sujeito aprende, somando força a uma pedagogia de projetos, voltada para a aprendizagem na
prática, com experienciação e significação. “Capacitar professores reflexivos, engajados em uma educação inovadora, capaz de
transformação, é o caminho para uma melhor sociedade e melhores condições de empregabilidade, associado com a preparação plena para a
vida”, conclui.