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20/04/2016 | 16:34 | Educação | Três de Maio

Educador precisa saber identificar dificuldades de aprendizagem se quiser melhorar o processo educativo

Esse foi o foco da capacitação organizada pelo Departamento de Extensão da SETREM na Escola Estadual Alfredo Nedel e conduzida pela pedagoga Franciele Acker

Esse foi o foco da capacitação organizada pelo Departamento de Extensão da SETREM 

na Escola Estadual Alfredo Nedel e conduzida pela pedagoga Franciele Acker
Foto: SETREM / Divulgação
Preparar o professor para trabalhar dentro de uma diversidade subjetiva no contexto escolar, quando necessita compreender o que são as dificuldades de aprendizagem, identificá-las e procurar as melhores técnicas de aprendizado significativo através da mudança de metodologia, planejamento, estruturação do espaço escolar, avaliação e integração com os pares. Foi focando nesse objetivo que o Departamento de Extensão da SETREM promoveu capacitação de professores e funcionários em Santa Rosa, no dia 11. A ação realizada na Escola Estadual Alfredo Nedel foi conduzida pela pedagoga Franciele Acker e consistiu num momento de troca de experiências, buscando sanar dúvidas sobre o tema. A capacitação foi fomentada por debates das intencionalidades e curiosidades docentes.
Para a pedagoga, as dificuldades de aprendizagem devem ser descobertas a fim de auxiliar o desenvolvimento do processo educativo, percebendo se estão associadas à outros fatores que também influenciam e desmotivam o aprendizado. Em grande parte dos casos, os docentes são os primeiros a identificar que o aluno possui algum tipo de dificuldade na esfera escolar. As crianças, nesses casos, muitas vezes, apresentam desmotivação e incômodo com as tarefas escolares causados por um sentimento de incapacidade, que as levam à frustração, cansaço, sono, tristeza ou agitação. Apesar disso, observa Franciele, não possuem formação específica para fazer um diagnóstico mais preciso. “A família também deve ficar atenta ao desenvolvimento e comportamento da criança e, quando necessário, buscar apoio de médicos, psicólogos e psicopedagogos. Já os responsáveis precisam lembrar que todos têm processos e ritmos diferentes de desenvolvimento e que é necessário respeitar o tempo de cada Toda esta reflexão está voltada para os problemas cognitivos e emocionais. Além das dificuldades geradas por essas questões, existem também aquelas que podem estar relacionadas às práticas pedagógicas do professor, uma vez que nem todo aluno aprende da mesma maneira. Conforme ela, neste caso o caminho é a melhoria na qualidade das estratégias metodológicas em sala de aula. “Sabemos que os problemas de aprendizagem constituem uma situação real dentro das instituições escolares. Conhecer melhor as relações entre esses problemas de aprendizagem e estabelecer parceria com as famílias considero ser o melhor caminho”, ressalta.
Franciele afirma que a escola para todos, com qualidade, depende no primeiro momento da relação professor X aluno, saber e compreender que ninguém é igual à ninguém, e os profissionais da educação devem agir e focar seu trabalho e essa será a força motriz para agregar a família, e a busca de melhores condições, tanto arquitetônicas como estruturais. Para a pedagoga, muitos dos problemas vistos como dificuldades de aprendizagens estão lincados a posturas errôneas da escola, ao fazer um diagnóstico errado, e continuar com práticas equivocadas. Para ela, se tivermos a neurociência como aliada, saberemos identificar os momentos como cada sujeito aprende, somando força a uma pedagogia de projetos, voltada para a aprendizagem na prática, com experienciação e significação. “Capacitar professores reflexivos, engajados em uma educação inovadora, capaz de transformação, é o caminho para uma melhor sociedade e melhores condições de empregabilidade, associado com a preparação plena para a vida”, conclui.
Fonte: Assessoria de Comunicação da SETREM
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