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22/04/2016 | 05:45 | Educação | Três de Maio

Inclusão de crianças portadoras de necessidades é tema de debate em Ijuí

Pedagoga da SETREM alerta que a escola comum só pode ser considerada inclusiva quando reconhece e respeita as diferenças dos alunos mediante seu processo educativo

Pedagoga da SETREM alerta que a escola comum só pode ser considerada inclusiva quando reconhece e respeita as diferenças dos alunos mediante seu processo educativo
Foto: SETREM / Divulgação
A inclusão de crianças portadoras de necessidades especiais na escola tradicional foi o tema de uma atividade promovida pela SETREM, em Ijuí, no dia 16. Professores e funcionários da Escola Estadual de Ensino Médio Antônio Padilha participaram de capacitação sobre o tema realizado pelo Departamento de Extensão, através da pedagoga Franciele Acker.
Segundo a UNESCO (1994), a origem do conceito de Escola Inclusiva deu-se em decorrência de uma concepção comum, que condiz com a responsabilidade de uma pedagogia centrada na criança, capaz de educar a todas, inclusive aquelas com desvantagens severas, onde as crianças devem aprender juntas. Tal consenso concebe as diferenças como condição humana ao passo que tenta adequar a aprendizagem às necessidades da criança em respeito à sua dignidade.
De acordo com a pedagoga, a escola comum só pode ser considerada inclusiva quando reconhece e respeita as diferenças dos alunos mediante seu processo educativo, buscando a participação e o avanço de todos adotando novas práticas pedagógicas. “Sabe-se que as práticas pedagógicas vão além das escolas e das salas de aula. Porém, para termos uma escola comum inclusiva, saber os direitos e reivindicá-los torna-se a ferramenta crucial para tal mudança educacional”, analisa.
Ela observa que, embora nos últimos anos tenham havido alguns avanços na inclusão dos Portadores de Necessidades Especiais (PNE), ainda existe um longo caminho a ser percorrido, pois, embora estejamos em pleno século XXI, existem várias barreiras que impedem o acesso, o convívio e a permanência dessas pessoas no espaço escolar. Segundo Franciele, o princípio democrático da educação para todos só se evidencia nos sistemas educacionais que se especializam em todos os alunos, não apenas em alguns deles, no caso dos alunos com deficiência. A inclusão, como consequência de um ensino de qualidade para todos os alunos, provoca e exige da escola brasileira novos posicionamentos e é um motivo a mais para que o ensino se modernize e para que os professores aperfeiçoem as suas práticas. “É uma inovação que implica num esforço de atualização e reestruturação das condições atuais da maioria de nossas escolas de nível básico”, salienta.
Ao examinar a prática pedagógica em algumas escolas regulares, Franciele percebeu que os professores não fazem esforços para modificar suas aulas, afim de torná-las atrativas e contextualizadas. De acordo com ela, os professores ainda agem no reflexo da educação que receberam, ou seja, cheia de dogmas e preceitos. A pedagoga explica que na educação de décadas atrás não havia espaço para a diversidade, principalmente para pessoas com deficiência, que eram tidas como incapazes, sem possibilidades de aprendizagem. Agora, nas escolas que se pretendem inclusivas, muitas barreiras da aprendizagem podem ser superadas, graças a criatividade do professor, que deixa de valorizar metodologias, para enfocar em seus alunos. “Professores de escolas inclusivas transformam suas salas de aula em espaços de prazer, de aventura, na busca do aprender, do aprender a pensar e expressar suas concepções”, ensina ela, complementando que há muitos alunos que, devido aos contextos sócio familiares, apresentam atrasos nas aquisições, o que não significa que estes são portadores de deficiência, e que, no entanto, podem ter uma necessidade especial.
Fonte: Assessoria de Comunicação da SETREM
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