O governo do Estado descarta aumento salarial aos professores devido à crise
financeira e registrará falta aos grevistas. A paralisação da categoria está marcada para começar na próxima segunda-feira e foi decidida em
assembleia realizada na tarde de ontem no ginásio Gigantinho, em Porto Alegre.
Segundo o secretário interino da Educação, Luis
Antônio Alcoba de Freitas, não adianta criar falsa expectativa aos docentes porque o Piratini está incapacitado, financeiramente, até mesmo de pagar em dia o
funcionalismo. Mesmo assim, Freitas pretende receber a categoria às 9h de terça-feira, em reunião que também contará com a participação de
representantes da secretaria da Fazenda e da Casa Civil.
Nesta reunião, não está prevista a presença do governador José Ivo
Sartori. Antes do encontro de terça, os representantes do governo se reúnem na segunda-feira, às 14h, na Secretaria da Educação, para avaliar toda a pauta
de reivindicações dos professores.
A categoria reivindica reajuste salarial de 13%, o fim do parcelamento dos vencimentos, entre outros itens. A
Secretaria de Educação orienta que os diretores viabilizem a abertura das escolas na segunda-feira para os professores que queiram dar aulas.
Além
da greve dos professores, quatro escolas de Porto Alegre estão invadidas por alunos que reclamam de problemas na estrutura dos estabelecimentos.