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19/05/2016 | 14:51 | Educação

Formados em Pedagogia aguardam diploma há mais de um ano em São Paulo das Missões

Turma que colou grau em dezembro de 2014 reclama da demora

Turma que colou grau em dezembro de 2014 reclama da demora
Faculdade é a única presencial em São Paulo das Missões (Foto: Dulce Sachetti/RBS TV)
Lucia Thomas é formada em Pedagogia desde dezembro de 2014 pela faculdade particular Fetremis, com sede em São Paulo das Missões, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Quase um ano e meio depois, ela ainda espera pelo diploma que comprova a conclusão do curso de graduação. E não é a única. Outros 23 alunos que se formaram na mesma turma passam pela mesma situação.
A falta do documento tem gerado problemas à profissional, que não pode exercer a profissão sem apresentar o papel. Professora na rede pública de ensino do município, ela começou no nível 1, que paga o piso da profissão e exige apenas o magistério. Quando se formou na pós-graduação, também pela Fetremis, recebeu o certificado pela especialização e avançou para o nível 3, passando a receber um salário maior.
O governo exigiu também a apresentação do diploma da graduação em Pedagogia em até um ano. O prazo foi atingido e, sem a entrega do documento, Lucia precisou retroceder para o nível 1 e ainda tem de devolver a diferença de salário entre os níveis, somando os meses em que recebeu como pós-graduada, para a prefeitura.
Diante destas condições, e após tentar conversar com o diretor da faculdade sem sucesso, Lucia decidiu reivindicar o diploma na Justiça, entrando com uma ação em dezembro de 2015. Mas, até agora, nada foi resolvido.
Diretor da instituição promete entregar diplomas até o fim de maio
A faculdade, que atende 150 alunos e é reconhecida pelo Ministério da Educação, é a única que oferece cursos presenciais na cidade, que não chega a sete mil habitantes. Além das graduações em Pedagogia e História, também conta com cursos de pós-graduação na área de Educação.
O diretor da instituição, André Luiz Loockmann, que também é proprietário da Fetremis desde 2012, explica que houve problemas burocráticos. A faculdade pode apenas emitir o diploma, mas não pode fazer o registro. Essa segunda etapa fica a cargo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). "Quando comprei a faculdade, não sabia disso, tive que ir atrás, renovar contrato com a UFSM˜, alega.
André afirmou também que ainda não pode assinar como mantenedor da instituição, pois os documentos não foram passados para o seu nome. Por isso, teria tido dificuldade para conseguir as assinaturas, com o antigo mantenedor, para emitir os diplomas. "Não sabia como proceder", confessa. 
O diretor disse ainda que a certidão de colação de grau e o histórico foram entregues aos alunos egressos e que seriam equivalentes ao diploma. Cleci Leichtweis, atendente de creche e uma das alunas que espera pela documento, diz que só recebeu o histórico no fim de 2015, quase um ano depois da formatura.
Recentemente, os pedagogos foram informados que deveriam pagar uma taxa de R$ 24 para a emissão dos diplomas. Toda a turma já quitou o valor em março de 2016, conforme o próprio diretor da instituição. "A universidade de Santa Maria pede 60 dias para entregar os diplomas registrado. Até o fim de maio eles serão entregues", promete.
Faculdade também atrasa pagamento de professores
Professora da faculdade na época, a orientadora educacional na Secretaria Municipal de Educação Sirlei Mayer Krimdges decidiu se afastar do cargo, pois a Fetremis não estava conseguindo pagar o seu salário. Ela ainda tem mais de R$ 2 mil a receber pelo período trabalhado. A situação da turma também a motivou o afastamento. 
"A grade é ótima, eu mesma estudei lá e fiz campanha para que as pessoas estudassem lá. Mas aí eu vejo uma turma de dezembro de 2014 que ainda não recebeu o diploma. Não podia ficar vinculada à instituição vendo isso", conta Sirlei.
O diretor reconhece que a faculdade está enfrentando problemas financeiros, segundo ele devido à inadimplência de alguns alunos, e que o pagamento dos salários depende das mensalidades. "Estamos tentando colocar em dia", afirma.
Fonte: G1
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