Em greve desde sexta-feira (13) por tempo indeterminado, professores de escolas estaduais de Três de Maio e região
realizaram um ato público na tarde desta quinta-feira (19) em defesa da educação pública de qualidade. O protesto contou com a participação de
alunos, inclusive de terceiros anos. Os estudantes disseram que mesmo sujeitos a perderem o prazo para o vestibular, eles estão do lado dos professores na luta para melhorar a
educação.
O ex-presidente do 35º Núcleo do Cpers, Marino Simon, destacou que educadores e estudantes estão saindo às
ruas para alertar a população quanto ao atual cenário de abandono da educação pública proporcionado pelo governo Sartori.
“É preciso denunciar o sucateamento da escola pública e a desvalorização dos professores e funcionários de escola, que recebem os salários
parcelados todos os meses”, bradou nas caixas de som instaladas na praça durante o ato.
A diretora do 35º Núcleo do sindicato, Vera
Lesses, denunciou as dificuldades que a categoria enfrenta para continuar dando aula, como o não cumprimento do pagamento do piso nacional, a falta de professores e o atraso no
repasse das verbas para a merendados alunos.
Os estudantes levaram cartazes com frases de apoio ao movimento. Uma aluna da Escola Barão do Rio Branco leu uma carta
escrita pelos estudantes em solidariedade aos professores grevistas. Já a representante dos aposentados da região, professora Ermengarda Cavalheiro também se fez
presente.
A professora Márcia Salvador da Escola Castelo Branco garante que a greve não tem data para terminar:
“Voltamos
exaustos da Assembleia em Porto Alegre na última sexta e fomos surpreendidos pela crescente adesão dos colegas ao movimento. Agora, contamos com o apoio dos alunos e vamos
lutar até o fim”, afirmou.
Das nove escolas estaduais de Três de Maio somente uma está com aulas normais.