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11/06/2016 | 05:08 | Educação | Três de Maio

Menos inseticidas e mais rendimento. É possível isso?

A resposta a esta pergunta foi o tema da atividade de extensão dos cursos Técnico em Agropecuária e Bacharelado em Agronomia da SETREM

A resposta a 

esta pergunta foi o tema da atividade de extensão dos cursos Técnico em Agropecuária e Bacharelado em Agronomia da SETREM
Foto: SETREM / Divulgação
É possível reduzir o uso de inseticidas sem perder a produtividade da lavoura de soja? A resposta a esta pergunta foi o tema da atividade de extensão dos cursos Técnico em Agropecuária e Bacharelado em Agronomia da SETREM na sexta-feira, 3. Em três horas de trabalho, o Dr. Samuel Roggia, entomologista e pesquisador da Embrapa Soja, discorreu para 21 profissionais de campo do setor agropecuário sobre as vantagens do efetivo uso do Manejo Integrado de Pragas (MIP).
Como exemplo, pode ser citado o trabalho conduzido pela EMATER do Paraná na safra 2013/2014, acompanhando 107 lavouras de soja que não utilizavam o MIP (operavam com manejo convencional, ou seja, controle preventivo das pragas). Nestas propriedades agrícolas, a EMATER se responsabilizou por parte das áreas de cultivo, aplicando o MIP. Resultado: no sistema convencional de manejo, em média, foram efetuadas 4,99 aplicações de inseticidas, a um custo de R$ 302,06 (5,03 sacas de soja por hectare), gerando rendimento de grãos de 48,67 sacas por hectare. Já, a utilização do MIP demandou 2,60 aplicações de inseticidas, em média, a um custo de R$ 144,57 (2,41 sacas de soja por hectare), refletindo em um rendimento de grãos de 50,07 sacas por hectare.
Os técnicos que participaram deste curso de capacitação (EMATER, COTRIMAIO, COTRIROSA, COMTUL, UNITEC, FUNCAP e SETREM) tiveram a oportunidade de visualizar as diversas pragas da cultura da soja em seus variados estádios de desenvolvimento, a diferenciação dos diversos tipos de lagartas e percevejos (cada qual contando com ações específicas para controle), além de resultados de pesquisas sobre a eficiência, eficácia e efetividade de diversos inseticidas (tanto biológicos como químicos) e da biotecnologia (que lagartas ela permite controle e quais as espécies que não por ela controladas).
Fonte: Assessoria de Comunicação da SETREM
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