De acordo com o Cpers, o Piratini apresentou as mesmas propostas da
última vez em que as partes se encontraram. Na reunião desta segunda-feira (13), o Executivo voltou a frisar que o reajuste salarial é inviável. Diante do
impasse, o comando de greve ocupou o auditório Paulo Freire do prédio do Centro Administrativo Fernando Ferrari e informou que só sairá quando for apresentada
uma “proposta concreta” à categoria.
Em nota divulgada mais tarde, o governo do Estado afirmou que não dará prosseguimento
às negociações até que haja a desocupação, “conforme estabelecem as práticas da convivência democrática”.
Ontem, professores estaduais compareceram a sessão da Câmara de Vereadores para pedir apoio do parlamento municipal para a retirada do Projeto
de Lei 44/2016, que qualifica entidades como organizações sociais e, na interpretação do Cpers irá terceirizar o serviço público.
Vários vereadores manifestaram apoio ao movimento. O presidente do Legislativo, Luis José Lena, anunciou que vai entregar pessoalmente à reivindicação do
35º Núcleo do Cpers aos deputados da região.
Mesmo que o sindicato dos professores tenha decidido manter a greve, nesta terça-feira (14),
quatro escolas estaduais de Três de Maio retomaram as aulas. As atividades recomeçaram nas escolas São Francisco, Ciep Glória Veronese, Senador Alberto Pasqualini
de Consolata e Princesa Isabel de Quaraim.