Após seis semanas de greve, os professores estaduais decidiram manter a paralisação da categoria. A decisão foi
tomada em assembleia no Gigantinho, na tarde desta sexta-feira (24).
A assembleia começou às 14h. Após a fala da presidente do Cpers, outros 16
professores se inscreveram para discursar, tendo três minutos para defender a opinião. A votação ocorreu em urnas, e a contagem dos votos levou mais de uma
hora.
Na última quarta-feira, o governo do Estado apresentou uma resposta à contraproposta que havia sido encaminhado pela categoria. No documento, a
Secretaria Estadual da Educação (Seduc) reafirmou que vai revogar a criação de um grupo de trabalho que avaliaria a gratificação do difícil
acesso. A pasta também prometeu nomear professores sempre que necessário e a priorizar o pagamento da autonomia financeira das escolas.
A resposta do
governo também trazia a promessa de repassar R$ 40 milhões, até o fim de junho, para obras em escolas. A Seduc, no entanto, voltou a dizer que não tem como
discutir reajuste salarial pelas dificuldades financeiras do Estado.
Sobre a situação do ponto dos grevistas, o governo propôs não descontar os
dias parados se os professores cumprirem os dias letivos, por meio de um calendário de recuperação das aulas perdidas.