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05/07/2016 | 14:06 | Educação | Três de Maio

Alunos aprendem a fazer composteira caseira

Atividade foi realizada pela turma do 3º ano da professora Lisiane Canabarro Zart durante aula com a bióloga Claudiane Willers

Atividade foi realizada pela turma do 3º ano da professora Lisiane Canabarro Zart 

durante aula com a bióloga Claudiane Willers
Foto: Divulgação/SETREM
Depois de aprender sobre a importância da separação, reciclagem e cuidados que devem ter com o lixo que produzem, os alunos da professora Lisiane Canabarro Zart tiveram uma aula bem especial sobre o mesmo tema com a bióloga Claudiane Willers. Os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental aprenderam a fazer uma composteira que poderão utilizar para reaproveitar e reciclar o lixo orgânico. A turma aprendeu sobre o processo de compostagem e soube que ter uma composteira caseira é um ótimo jeito de reduzir a quantidade de lixo que iria para os aterros e também uma forma de mudar a relação das pessoas com o lixo que elas geram.A bióloga ensinou que a composteira doméstica decompõe os alimentos por meio da ação de micro-organismos e, com a ajuda de minhocas, transformam os restos de frutas, legumes e verduras em um rico adubo, tanto líquido, como sólido. Claudiane explica que a compostagem é muito simples de fazer e não requer muita habilidade, sendo que pode ser feita pelos próprios alunos com a ajuda de seus pais. Ela ensina que, para dar certo, deve ser usado todo tipo de produto orgânico e este ser depositado em um local apropriado, como uma caixa de vidro ou num espaço de terra, no jardim.
Podem ser utilizadas cascas de frutas, de ovos, restos de vegetais, legumes, folhas e alimentos. O composto deve ser mexido sempre que for adicionado novos restos de alimentos.  A oxigenação auxilia a ação dos micro-organismos e é importante para evitar o mau cheiro. Além disso, afirma a bióloga, o composto também precisa estar sempre úmido. O teste simples, de pegar o composto com a mão e apertá-lo é suficiente para saber se a umidade está boa o suficiente. “Para sabermos se está na medida certa, a mão deve ficar úmida, mas não deve escorrer, no máximo podem pingar algumas gotas. Se ainda tiver líquido escorrendo, é preciso adicionar mais terra ou serragem para equilibrar. E se o composto estiver muito seco deve ser adicionado um pouco de água. Fazendo isso teremos um excelente composto e também uma quantidade significativa de lixo reciclado. Se cada um de nós fizer a nossa parte, o meio ambiente agradece e só teremos vantagens”, esclarece.
Importância para o meio ambiente e para a saúde da população*
Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o material orgânico corresponde a cerca de 52% do volume total de resíduos produzidos no Brasil e tudo isso vai parar em aterros sanitários, onde são depositados com os demais e não recebem nenhum tipo de tratamento específico.
O uso da compostagem traz muitas vantagens para o meio ambiente e para a saúde pública, seja aplicada no ambiente urbano (domésticos ou industriais) ou rural. A maior vantagem que pode ser citada é que, no processo de decomposição da compostagem, ocorre somente a formação de dióxido de carbono ou gás carbônico (CO2), água (H2O) e biomassa (húmus). Por se tratar de um processo de fermentação que ocorre na presença de oxigênio (aeróbico), permite que não ocorra a formação de gás metano (CH4), gerado nos aterros por ocasião da decomposição destes resíduos, que é altamente nocivo ao meio ambiente e muito mais agressivo, pois é um gás de efeito estufa cerca de 25 vezes mais potente que o gás carbônico - e mesmo que alguns aterros utilizem o metano como energia, essas emissões contribuem para o desequilíbrio do efeito estufa, influência humana potencialmente determinante das mudanças climáticas.
A compostagem promove a valorização de um insumo natural e ambientalmente seguro, adubo orgânico, atuante sobre a reciclagem dos nutrientes do solo e no reaproveitamento agrícola da matéria orgânica, assim evitando o uso de fertilizantes inorgânicos, formados por compostos químicos não naturais, cujos mais comuns levam em sua composição substâncias como nitrogênio, fosfatos, potássio, magnésio ou enxofre cujos efeitos, sobretudo os fertilizantes nitrogenados, se apresentam igualmente nocivos ao desequilíbrio do efeito estufa.
Fonte: ecycle.com.br
Fonte: Assessoria de Comunicação da SETREM
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