A experiência de preparar e realizar um dia de campo foi agregada ao conhecimento dos acadêmicos do 3º semestre do curso de
Agronomia da SETREM. O Dia de Campo de Forrageiras de Inverno foi realizado nesta sexta-feira, 8, na Área Experimental do Campus da Instituição, tendo como
público os próprios acadêmicos do curso. Porém, a atividade iniciou muito antes, conforme explica o docente Rodrigo Pizzani. “Desafiamos eles para que,
dentro da disciplina de Plantas Forrageiras, estruturassem um trabalho com as forrageiras mais utilizadas na região e propusessem alguma forma de como trabalhar elas”,
explica.
Segundo Pizzani, ao longo do semestre os acadêmicos fizeram estes estudos práticos, pensaram, elaboraram e conduziram o experimento. “Ao
final desta etapa, ao invés de ficarem em sala de aula apresentando os resultados, eles levaram este novo conhecimento aos colegas através do Dia de Campo”, complementa
o docente, explicando que cada grupo teve liberdade para apresentar a estação da forma que julgasse mais interessante.
De acordo com a forrageira escolhida
pelo grupo para os experimentos, Pizzani propôs desafios específicos, como no caso dos trevos, em que o teste aplicado foi o de dobrar as doses de inoculação para
a verificação se isso influenciaria ou não. “Através dos resultados eles fizeram a comparação e avaliaram resultados. Os acadêmicos
também explicaram a função de cada uma dessas forrageiras dentro do sistema de pastagem estabelecido nas propriedades”, detalha.
A
realização do Dia de Campo, segundo o docente, tem de um lado a pesquisa e de outro a desinibição e a capacidade de comunicação. “Em breve
eles serão os profissionais perante público, representando determinada empresa e dando suporte aos produtores, o que exige uma boa comunicação. Além
disso, muitos são filhos de agricultores e podem utilizar em suas propriedades os resultados desse comportamento das forrageiras nos experimentos”, conclui Pizzani.
Experiência importante
Para Darlei Stein, a atividade foi bastante válida pois representou um primeiro contato com a
experimentação agrícola. “A preparação e o Dia de Campo foram muito válidos, tanto pela oportunidade de implantar os experimentos como na
parte da desinibição e comunicação para que tenhamos melhor dicção e saibamos comunicar com propriedade para o público. Isso contribui
bastante na carreira profissional do agrônomo”, defende.
O grupo de Stein trabalhou com genótipos de aveia, avaliando a massa seca para pastejo e para
cobertura de solo. “Cortamos no domingo, 2, dia em que a aveia chegou em estágio bom, e depois levamos para secar e pesar. Utilizamos três variedades classificadas e uma
de saco branco – aveia preta com mistura de vários genótipos que não é classificada como variedade específica. Para nós foi possível
ver o benefício do uso de semente selecionada na implantação de uma pastagem. De altura, todos os genótipos variaram de 27cm a 30cm, mas a massa seca diferiu
bastante”, conclui.