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04/08/2016 | 18:20 | Esporte

Brasil estreia com empate sem gols diante da África do Sul

No Mané Garrincha, em Brasília, seleção não conseguiu marcar

No Mané Garrincha, em Brasília, seleção não 

conseguiu marcar
Foto: Lucas Figueiredo
Preocupante. Assim foi a estreia da seleção masculina de futebol na Olimpíada. Apesar do maior volume de jogo no segundo tempo, a equipe de Neymar não conseguiu sair de um 0 a 0 diante da África do Sul, no Mané Garrincha, em Brasília, com 68 mil torcedores nas arquibancadas.
Diante do Iraque, neste domingo, outra vez no Distrito Federal, o atacante do Grêmio Luan poderá ser a novidade do time. O ataque brasileiro cresceu no jogo a partir do ingresso do camisa 7. Como na preliminar, Dinamarca e Iraque também ficaram no 0 a 0, o Grupo A dos Jogos do Rio está embolado. Para quem está pressionado para obter a medalha de ouro, o Brasil começou com um tropeço.
Logo nos primeiros minutos, um susto. Rodrigo Caio falhou, não cortou um passe longo para Mothiba, e o goleiro Weverton precisou sair nos pés do atacante do Lille (FRA) para salvar a seleção. Ainda que nas arquibancadas os quase 70 mil torcedores tentassem empurrar a equipe de Neymar, em campo, o jogo brasileiro não se desenvolvia. E os sul-africanos pareciam à vontade no Mané Garrincha.
Apesar de o técnico Rogério Micale ensaiar um a seleção ofensiva, com o trio de atacantes Neymar, Gabriel Barbosa e Gabriel Jesus, tendo logo atrás outro trio, Renato Augusto, Thiago Maia e Felipe Anderson, na prática, ainda não funcionou. Erros de passes, falta de triangulações e (surpresa) até a ausência de lances individuais emperraram o jogo do Brasil. E, aos poucos, o que era apoio incondicional, passou a se transformar em muxoxos nas arquibancadas.     
Depois de mais duas jogadas perigosas dos africanos, aos 28 minutos, veio o primeiro lampejo de Neymar. Um chute de fora da área, que obrigou o goleiro Khune a fazer uma defesa difícil. O Brasil tentava tomar conta do jogo, mas a falta de um futebol coletivo ou mesmo o nervosismo da estreia não permitia. Aos 32, Gabriel Jesus dividiu com Khune, mas não conseguiu concluir, em uma nova boa chance para a seleção.
A África do Sul estava ciente dos problemas brasileiros e insistia no ataque. Dolly arriscou e quase acertou o canto esquerdo de Weverton. A resposta do Brasil veio de novo de fora da área, com um rebote de Felipe Anderson, que passou à direita.
Quase ao final do primeiro tempo, Neymar deixou o quase castigo da ponta esquerda e passou a jogar mais centralizado. E foi assim que, aos 39 minutos, ele recebeu de Gabriel Jesus na entrada da área e só não marcou porque Khune estava em tarde inspirada.
O 0 a 0 do intervalo foi frustrante, ainda que a seleção tenha sido aplaudida na saída de campo. Enquanto o segundo tempo não começava, faixas de "Fora Temer" foram exibidas no estádio, seguidas por gritos de parte dos torcedores, que também pediam a saída do presidente interino.
A partida teve reinício com o campo do Mané Garrincha ainda mais castigado e apresentando diversos buracos com areia entre a grama. Com menos de um minuto, Neymar perdeu o gol a chutar um cômoro de areia em vez de bater na bola. Mas o xadrez da estreia ainda era nebuloso. Aos 3 minutos, Dolly bateu cruzado e Weverton salvou.
Aos 14 minutos, porém, uma entrada de Mvala por cima da bola em Zeca, deixou os sul-africanos com 10 jogadores em campo. Aliada á expulsão do camisa 4, Rogério Micale foi para o anunciado tudo ou nada: trocou o ineficiente Felipe Anderson por Luan.
O atacante do Grêmio deu nova movimentação ao ataque brasileiro. Mas, ainda assim, as chances de gol não surgiam. Rafinha foi a campo, no lugar de Renato Augusto. E o time melhorou. Em seguida, Luan fez jogada individual, a bola correu pela pequena área e Gabriel Jesus concluiu na trave.
As chances de gol passaram a se repetir, mas a ansiedade também tomou conta da seleção. Neymar e Gabriel Jesus por pouco não marcaram. .
Ao que tudo indica, para que o sistema de jogo de Rogério Micale dê resultados, será preciso um trabalho coletivo bem melhor. Isso talvez leve tempo e, nos Jogos, com decisões a cada três dias, tempo não há. Talvez seja mais fácil mexer na equipe. Luan é candidato a ser titular. O caminho do futebol masculino rumo ao ouro olímpico começou em uma estrada sinuosa, de chão batido, e cheia de buracos.
BRASIL 
Weverton; Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio, Douglas Santos (William, 40’/2°); Thiago Maia, Renato Augusto (Rafinha, 21’/2°), Felipe Anderson (Luan, 15’/2°); Gabriel Barbosa, Gabriel Jesus e Neymar
Técnico: Rogério Micale
ÁFRICA DO SUL
Itumeleng Khune; Audrey Modiba (Ntshangase, 25’/2°), Abbubaker Mobara, Rivaldo Coetzee, Eric Mathoho; Deolin Mekoa, Gift Motupa, Menzi Masuku (Morris, 13’/2°), Mothobi Mvala; Keagan Dolly e Lebo Mothiba
Técnico: Owen da Gama
Cartões amarelos
Thiago Maia (B), Marquinhos (B), Mathoho (A) e Mothobi Mvala (A)
Cartões vermelhos
Mothobi Mvala (A)
Fonte: Rádio Gaúcha
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