O Internacional anunciou na manhã desta terça-feira (9) as mudanças no seu departamento
de futebol para o restante da temporada. O comando técnico será de Celso Roth que volta ao clube cinco anos após a sua última passagem, em 2011. O ex-presidente
Fernando Carvalho assume como vice de futebol, Ibsen Pinheiro será diretor de futebol e Newton Drummond, o Chumbinho, vai ser o diretor-executivo do clube.
O
primeiro a falar foi Carvalho. Ele explicou porque ainda não havia retornado ao clube: "Essa SWAT colorada chegou aqui depois de todos os últimos acontecimentos. O
presidente Piffero já havia me convidado a assumir. Sempre me senti impedido de aqui estar não só pelo tempo mas também pela questão ética. De
repente as coisas se precipitaram, chegaram em um ponto como domingo."
Carvalho ainda destacou que sentiu que o momento era delicado e que o clube precisava de
mudanças: "Depois do jogo (contra o Fluminense) fui convidado para uma reunião. O Internacional é muito importante para nós, é muito importante para
minha vida. Não posso de maneira alguma deixar em uma hora de dificuldade, não só o Inter como meu amigo Vitorio Piffero."
Ibsen Pinheiro foi na
mesma linha de Carvalho e pregou que o momento é de união para tirar o Inter da situação que está. "Este momento que nós vivemos é
excepcional, mas o Inter tem rotina na excepcionalidade. Sair delas para cima. Sempre saiu maior das adversidades. A última das quais foi com o Carvalho e comigo, em 2002. Quatro
anos depois Libertadores e Mundial. É uma adversidade que tem uma saída rotineira", destacou.
Celso Roth falou sobre sua volta ao clube e o estilo
que pretende implantar no time: "Eu sempre apregoei a palavra equilíbrio. O time desequilibrado não chega onde quer. Para conseguir equilíbrio a gente não
pode perder o jogo. É sempre muito mais fácil montar uma equipe defensivamente. Cumprir um esquema tático é mais fácil do que ser criativo. Foi isso que
eu disse e estou repetindo aqui. Quando se fala em Roth e se apregoa essa realidade, que bom. Essas coisas estão aí, mas o rótulo é para um só",
defendeu.
O treinador explicou que vem tentando corrigir os problemas que teve nos últimos trabalhos que não foram do jeito que desejava:
"Até o Coritiba eu tinha tido as oportunidades todas e tinha feito um trabalho de relevância, em todos os clubes que eu passei. Chegando no Coritiba e no Vasco não
conseguimos e isso faz a gente aprender. É com as decepções que a gente aprende."
A falta de tempo é uma preocupação, mas
Roth quer minimizar os efeitos no grupo: "Os jogadores vão ter que assimilar imediatamente. E eles farão isso. Ao contrário do que dizem que os jogadores
não são disciplinados, é preciso fazer trabalho para que se discipline."
O novo departamento de futebol do Inter já iniciou os
trabalhos e Celso Roth treina o clube contra a Chapecoense, na segunda-feira.