Com a vitória por 2 a 0 sobre a Colômbia, na Arena Corinthians, com gols de Neymar e de Luan, a
seleção olímpica de futebol masculino avançou às semifinais dos Jogos do Rio. Enfim a caminho da cidade da Olimpíada, a seleção
enfrentará Honduras, nesta quarta-feira, às 13h, no Maracanã.
Os hondurenhos, que já haviam eliminado a Argentina na fase de grupos, bateram
a Coreia do Sul por 1 a 0, no Mineirão, e avançaram à semifinal. A outra semifinal será disputada entre Alemanha e Nigéria.
Com a
Arena Corinthians recebendo mais de 40 mil torcedores, o Brasil encontrou um adversário técnico e catimbeiro pela frente. Os primeiros minutos do clássico
olímpico sul-americano foram de chegadas fortes, cotoveladas, cartões e catimba. Até parecia Libertadores. Com uma marcação forte, a Colômbia
contava com um erro brasileiro. E ele quase veio aos sete minutos, quando Rodrigo Caio recuou para Weverton. O goleiro demorou a chutar a bola e Preciado se jogou de carrinho. Por sorte, a
bola espirrou para a linha de fundo.
O Brasil ainda não tinha conseguido articular um grande ataque, mas Gabriel Jesus foi derrubado na entrada da área
— em um revide de Palacios. Com uma barreira muito mal feita, formada por apenas três jogadores, Neymar correu para a bola e chutou à meia-altura, a bola passou por um
generoso rombo e entrou na cantinho direito de Bonilla.
O gol de Neymar pareceu abalar os colombianos, que passaram a ter dificuldade para articular no meio-campo
— onde Walace e Renato Augusto se mostravam firmes no primeiro combate. Aos 38 minutos, Lerma acertou o camisa 10 por trás. Na sequência do jogo, Neymar deu o troco,
pegando Roa, também pelas costas.
A confusão foi formada, envolvendo até os bancos de reserva, tudo muito parecido com Libertadores e bem
distante do espírito olímpico. O árbitro Cuneyt Cakir precisou chamar os dois treinadores para que acalmassem os jogadores em campo. Mas de pouco adiantou. Os
colombianos pareciam confundir a modalidade. Em vez de futebol, boxe. Passaram a bater em Neymar e em Jesus. Uma expulsão parecia iminente.
No segundo tempo, a
Colômbia voltou com o herói da Libertadores, o atacante Miguel Borja, autor do gol do título da América para o Nacional de Medellín. Com os nervos no
lugar, os colombianos voltaram a crescer na partida. Weverton fez duas boas defesas, logo nos primeiros minutos. Em seguida, Luan bateu a gol, a bola foi cortada pelo braço de
Balanta, mas o árbitro não marcou o pênalti.
Com as duas equipes dotadas de um maior espírito olímpico, o Brasil ainda teve a chance
de ampliar com o cabeceio de Rodrigo Caio e a boa defesa de Bonilla. Para dar mais resguardo defensivo à seleção, Rogério Micale sacou Gabriel Barbosa e colocou
o volante Thiago Maia em campo, a fim de controlar os ataques colombianos. E deu certo. O Brasil se defendeu melhor e passou a buscar os contra-ataques. Ao final, Neymar encontrou Luan, que
encobriu Bonilla, marcou um golaço e conduziu o Brasil às semifinais da Olimpíada. A Colômbia ainda precisou ouvir os gritos de ¿eliminadoooooo¿
saídos da arquibancada.
Agora, restam dois jogos para que a seleção masculina obtenha o inédito ouro olímpico. O primeiro passo
é vencer Honduras, no Maracanã.
Jogos Olímpicos do Rio
Quartas de final — 13/8/2016
BRASIL
Weverton; Zeca, Rodrigo Caio, Marquinhos, Douglas Santos, Walace Renato Augusto; Luan, Gabriel Jesus (Rafinha,
43¿/2°), Gabriel Barbosa (Thiago Maia, 21¿/2°) e Neymar (A)
Técnico: Rogério Micale
COLÔMBIA
Bonilla; Palacios (A), Deivy Balanta, Tesillo, Cristian Borja; Lerma (A), Barrios (A)(Perez, int.), Roa (Rodriguez,
34¿2°); Pabón, Teo Gutierrez (A) e Preciado (A)(Miguel Borja, int.) (A).
Técnico: Carlos Restrepo
Gols: Neymar (B), aos
11min do primeiro tempo e Luan (B), aos 38min do segundo tempo
Público: 41.560
Arbitragem: Cuneyt Cakir, auxiliado por Bahattin
Duran e Tarik Ongun (trio da Turquia)
Local: Arena Corinthians, em São Paulo