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21/08/2016 | 18:28 | Esporte

É OURO! Brasil vence Itália e é campeão no vôlei masculino

Seleção brasileira voltou ao topo do pódio em uma Olimpíada depois de 12 anos

Seleção brasileira voltou ao topo do pódio em uma Olimpíada depois de 12 anos
Foto: Inovafoto /Inovafoto Divulgação
Com uma atuação de luxo, o Brasil fechou os Jogos Olímpicos Rio-2016, no qual teve o melhor desempenho de sua história, com o sétimo ouro em 19 medalhas conquistadas. A seleção masculina de vôlei atropelou a Itália por 3 a 0 (25/22, 28/26 e 25/24) na final da manhã deste domingo e subiu no lugar mais alto do pódio do Maracanãzinho. Neymar foi a grande atração na torcida, pegando o microfone e pedindo apoio no intervalo de um dos sets. Vibrou intensamente. Guga também apareceu.
Foi o terceiro título olímpico da seleção, que manteve os nervos no lugar sempre e não falhou nos momentos cruciais da partida, ao contrário dos italianos nos dois quesitos. Os outros ouros: Barcelona-1992 e Atenas-2004. Finais? Já sá seis. O Brasil ficou com a prata nas duas últimas edições, em Pequim-2008 e Londres-2012. Outro detalhe impressionante: o técnico Bernardinho não sai do pódio há 20 anos, desde que foi bronze treinando o feminino em Atlanta-1996 e Sydney-2000.
A final do vôlei masculino na Rio-2016 começou nervosa para os dois lados. Mais para os italianos, que erraram muitos saques, entregando pontos em momentos decisivos. O último ponto do primeiro set, inclusive, foi um saque do capitão Zaytzev que acertou a nunca de Buti. Houve equilíbrio até o 12 a 12. 
Aí o levantador Bruno operou duas defesas fantásticas e Lipe, destaque no primeiro set virando sempre quando era acionado, cravou. A torcida levantou no Maracanãzinho. Neymar pulou. O emocional ficou ao lado do time de Bernardinho, que administrou a vantagem até fechar em 25/22.
No segundo set, a Itália manteve a estratégia de forçar o saque, que começou a entrar. Aí Bruno apelou para a bola de segurança: a pancadaria do oposto e eleito melhor atacante do torneio, Wallace. As variações de meio, com Lucão, rarearam. Quando muito, o ponteiro Lucarelli. Bruno preferiu um jogo simplificado, percebendo o momento instável da seleção. Deu certo, mas não sem muita emoção e sofrimento, com set points para os dois lados.
A Itália largou na frente, mas a partir do 9 a 9 o Brasil o equilíbrio retornou, em um bloqueio estilo paredão de Wallace. Juantorena, um dos melhores sacadores italianos, voltou a errar e a dar pontos de graça. No 21 a 21, os italianos reclamaram até o desafio, insinuando que a máquina estava contra eles. Perderam-se nos nervos, deixando escapar o set numa recepção bisonha: 28/26.
Para perder a medalha de ouro, só com uma virada lendária dos italianos, algo que a torcida e a seleção não deixariam acontecer. Dito e feito. Se o saque italiano entrasse, vá lá. Mas Juantorena e Zaytzev seguiam errando como não costumam errar. Meneavam a cabeça, não entendendo o que acontecia. Repetiu-se o cenário dos outros dois sets. Equilíbrio até a hora de a onça beber água, como se diz no jargão popular. 
Wallace foi o monstro de sempre, o líbero Serginho voou no chão para salvar, Bruno deu show como levantador, Lipe (descontado, com dores musculares) manteve a intensidade. A Itália voltou a errar na hora agá, fazendo até dois toques em levantamento. Para fechar a conta em 3 a 0, um não menos emocionante 25/23. 
Brasil, medalha de ouro pela terceira vez no vôlei masculino em Olimpíadas.
Fonte: Rádio Gaúcha
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