Com a derrota de virada para o Atlético-PR, por 2 a 1, o Inter é obrigado a ganhar do Vitória nesta quinta-feira, no Beira-Rio. Os baianos, que demitiram o
técnico Vagner Mancini e que cogitam Argel Fucks para o cargo, são adversários diretos dos colorados na batalha para fugir do Z-4. O Inter está fora da zona de
rebaixamento, mas tem a mesma pontuação do primeiro rebaixado: o Figueirense. As informações são da Zero Hora.
A sorte do Inter
parecia ter realmente virado. Após uma rodada que o beneficiou com muitos resultados paralelos, em Curitiba, o Inter fez 1 a 0 logo a um minuto de jogo. Na primeira subida colorada,
lateral. Artur cobrou e atirou a bola para a área, o predestinado Aylon cabeceou para trás, exatamente onde estava Valdívia, que cabeceou no ângulo, em uma
conclusão impossível de defender até mesmo para o goleiro medalhista olímpico Weverton.
Com a partida na Arena tendo praticamente
iniciado 1 a 0 para o Inter, o jogo se modificou por completo. Os donos da casa, sob forte pressão da torcida, devido aos recentes maus resultados, partiram para cima. E o Inter
passou a sobreviver de chutões dos zagueiros e das defesas de Danilo Fernandes.
O Inter se defendia e avançava em contra-ataques. Em um desses
contragolpes, Nico López arrancou área adentro e foi derrubado pelo goleiro Weverton. Pênalti, não marcado. Se na virada sobre o Santos o Inter teve a sorte de
contar com a injusta expulsão de Lucas Lima, em Curitiba, a injustiça foi em vermelho. Um 2 a 0 com 20 minutos de jogo praticamente definiria a partida. Aos 30 minutos, Seijas
cobrou falta e por pouco não surpreendeu Weverton. O Inter ao menos havia conseguido frear a pressão paranaense.
Mas nem tudo foi bem para o Inter no
primeiro tempo. Seijas nunca jogou Gauchão. Talvez isso tenha feito falta na hora de dar um chutão e afastar a bola de dentro da área. O venezuelano tentou dominar e
foi desarmado por Hernani, que bateu forte a gol. Danilo Fernandes defendeu parcialmente, mas o rebote sobrou para Pablo empatar. A falta de maior insistência do Inter no ataque foi
castigada com o 1 a 1.
No segundo tempo, o goleiro Danilo Fernandes, herói em boa parte dos jogos do Inter no começo do Brasileirão, entregou o
gol da virada. Aos 37 segundo, após um cruzamento da ponta direita para a grande área, Danilo saiu correndo, perdido, olhando para cima, não saltou, não reagiu,
não fez nada, e deixou o gol escancarado para que Pablo pulasse às costas de William e cabeceasse para o gol vazio: 2 a 1.
Surpreendido pelo
gol, o Inter tentou sobreviver ao jogo. Aos 10 minutos, após uma confusão da defesa do Atlético-PR, a bola sobrou para Nico López, na pequena área, e o
uruguaio bateu para fora. Celso Roth então partiu para o tudo ou nada. Sacou Seijas e Eduardo Henrique e mandou a campo Vitinho e Ceará. E o Inter melhorou. Passou a atacar em
vez de apenas ficar esperando os donos da casa e buscou o empate. E até Anderson foi a campo.
Apesar das mudanças, o Inter não teve futebol
suficiente para empatar. A sorte do Inter parecia ter mudado. Talvez realmente tenha mudado, mas, agora, é hora de o time também ajudar.