Coincidência ou não, o goleiro
Gatito Fernández foi um verdadeiro gato a frente do gol do Figueirense. Bastante acionado em campo, ele saltou, se esticou e conseguiu evitar que o placar de 2 a 0 fosse mais
elástico a favor do Flamengo. Foi o nome do jogo, defendeu um pênalti cobrado por Leandro Damião no primeiro tempo e por muito pouco não defendeu o segundo
pênalti marcado para o rubro-negro, que selou a vitória da equipe carioca.
O treinador Tuca Guimarães montou um esquema tático pensando em
surpreender o Flamengo nos contra-ataques, mas o que se viu foi um Figueirense apagado em campo. Os jogadores alvinegros conseguiram apenas 30% de posse de bola no primeiro tempo de jogo,
sem oferecer perigo ao gol rubro-negro de Alex Muralha.
O gol do Flamengo saiu de um lance de apagão geral da zaga do Figueirense. Willian Arão
subiu sozinho, os zagueiros ficaram olhando e o volante flamenguista mandou para o fundo do gol, abrindo o placar no Pacaembu.
A estratégia do comandante do
Furacão não beneficiou o jogo do time catarinense, que ficou sem agilidade no meio de campo e sem forças para buscar o gol. As bolas não chegaram ao atacante
Maurides e os lances perigosos não saíram. Do contrário, o ataque rubro-negro assustou a defesa do Figueirense e a quantidade de gols não foi maior porque a
pontaria de Leandro Damião não estava afinada.
O esquema de Tuca não resistiu e o treinador fez alterações importantes que
garantiram mais agilidade e posse de bola no segundo tempo. Porém, não foi suficiente para surpreender o vice-líder da Série A. Aos 25 minutos Diego ampliou para
dois a zero, de pênalti. Mais uma vez, Gatito saiu bem, foi na bola e por muito pouco não segurou a cobrança.
Com um a menos, após
Marquinhos Pedroso ser expulso e ficar de fora da próxima partida contra o Santa Cruz, no Scarpelli, o Figueirense se fechou para não ver o placar ampliar. A
situação segue difícil para o Furacão, que não consegue reagir e permanece na zona da degola com 28 pontos.