Renato está de
volta a casa. O técnico gremista recebeu, das mãos do presidente Romildo Bolzan Júnior, a camiseta com o número 113 (alusivo ao aniversário do clube) e
logo passou a responder às perguntas dos jornalistas. Apesar de recentes críticas à qualidade do grupo de jogadores, tratou de elogiar as peças que tem à
disposição.
— O papel do treinador é sempre procurar fazer com que o time jogue bem em busca de vitórias. Tem muitos times que jogam
bem e os resultados não aparecem. Um treinador, em um grande clube como o Grêmio, se não obtiver os resultados, infelizmente sobra para ele. O Grêmio tem um bom
grupo, acho que merecia estar bem melhor colocado no Brasileirão — afirmou, antes de completar:
— Vou procurar contribuir, junto com o grupo, para que
a gente comece a buscar as vitórias. O treinador, em grande clube, vive de vitórias. Faltam menos de três meses para acabar o ano. Não é porque está
chegando o final do campeonato que não precisa correr, se doar. Se eles são pagos, é para trabalhar.
O treinador garantiu que tem se informado
sobre a situação do Grêmio, mas afirmou que conversará com Roger para obter mais detalhes sobre o grupo de jogadores. Renato foi técnico de seu antecessor
na casamata gremista quando comandou o Fluminense em 2007, ano em que Roger marcou o gol do título da Copa do Brasil para a equipe carioca.
No momento mais
descontraído da apresentação, Renato foi questionado sobre trabalhar novamente com Espinosa, "o homem que lhe deu um título mundial", segundo a
descrição do repórter. De imediato, o novo técnico rebateu:
— Quem deu o título fui eu. Eu que corri no campo —
afirmou, provocando gargalhadas e aplausos de conselheiros no auditório da Arena.
— Fora a brincadeira, o Espinosa sempre foi como um pai para mim
— completou Renato.
Sobre seus planos para o Grêmio, Renato destacou que não pretende desperdiçar o entrosamento da equipe e ressaltou que a
situação do time "não é tão ruim assim". Fez questão, também, de defender o trabalho em sua passagem anterior pelo clube, em que
montou uma equipe com bons resultados, mas criticada pela postura excessivamente defensiva:
— Eu era criticado por escalar três volantes, mas equipes com
quatro, cinco atacantes, não chegaram nem perto dos resultados que o Grêmio conseguiu. O técnico tem de montar o time de acordo com o que tem à
disposição
Renato chega ao Grêmio para sua terceira passagem pelo clube como treinador. Na primeira, fez boa campanha no segundo semestre de 2010,
levando a equipe à Libertadores. No ano seguinte, porém, os resultados não foram os mesmos e ele foi demitido. A segunda passagem foi em 2013, quando o ídolo
comandou a campanha do vice-campeonato brasileiro.