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30/09/2016 | 05:29 | Educação | Três de Maio

7º Simpósio de Enfermagem da SETREM debateu o suicídio

Questão foi apresentada e refletida através de vários vieses e sob várias perspectivas, com olhares da Enfermagem e da Psicologia

Questão foi apresentada e refletida através de vários vieses e sob várias perspectivas, com olhares da Enfermagem e da 

Psicologia
Foto: SETREM / Divulgação
SETREM promoveu nos dias 22 e 23 de setembro o 7º Simpósio de Enfermagem, que teve como tema "Fortalecendo a Rede de Atenção Psicossocial, Prevenindo o Suicídio na Região”. O evento, que teve preparação, realização e acompanhamento realizado pelos docentes e acadêmicos do Bacharelado em Enfermagem, com apoio do Curso Técnico em Enfermagem, teve mais de 200 participantes e debateu a questão do suicídio através de vários vieses e sob várias perspectivas, com olhares da Enfermagem e da Psicologia. Na recepção aos visitantes, uma equipe distribuiu abraços, demonstrando a importância da afetividade no que tange a combater esta tão preocupante questão que é o suicídio.
A programação teve fala da enfermeira Regina G. S. Costenaro com o tema "Cuidando do Cuidador”, da enfermeira Ana Lúcia C. Kirchhof sobre "Uso da Linguagem e a Produção de Artigos Científicos”, de Osana Simon tratando do "Centro de Valorização da Vida” e do enfermeiro Danilo Bertasso Ribeiro falando das "Concepções Históricas do suicídio” e dos "Motivos da Tentativa de Suicídio por Usuários de Álcool e outras Drogas”.
Na sequência, Ribeiro tratou do "Cotidiano de Familiares de Indivíduos com Comportamento Suicida”, enquanto a psicóloga Fernanda Furini e a acadêmica de Psicologia Charlie Odi trataram do tema "A Promoção da Saúde Mental e a Construção de uma Prática com os Agentes Comunitários de Saúde”. A fala final foi da enfermeira Dra. Rosylaine Moura sobre "Narrativas sobre suicídio, cultura e trabalho em um município colonizado por alemães”. O Simpósio contemplou também mostra de vídeos da Enfermagem SETREM e seção de pôsteres.
Evento agregou importantes conhecimentos sobre o tema
Segundo Gilberto Caramão, coordenador do Bacharelado em Enfermagem da SETREM, durante uma das palestras um convidado com ampla experiência na área curricular de cursos de Enfermagem elogiou a temática do Simpósio, ressaltando que ela precisa ser amplamente discutida. “Ao olhar para o currículo da Enfermagem SETREM, refleti que falamos deste tema nos componentes de Bioética, de Saúde Mental e, em paralelo a isso, em vários outros componentes este tema aparece constantemente. Ou seja, o suicídio não é uma coisa desconhecida dentro do nosso curso, mas um conteúdo presente no currículo e que foi potencializado com as discussões realizadas no Simpósio”, destaca.
Caramão ressalta que que as palestras mexeram bastante com acadêmicos, pois fizeram vínculo com diversas áreas. “Um exemplo é o vínculo do suicídio com o consumo de álcool e outras drogas, pois o uso destes está associado à depressão. Outra fala foi sobre familiares dos indivíduos que têm comportamento suicida, abordando o que a família pode, deve ou não deve fazer quando tem alguém nesta situação em casa. Muitas vezes as pessoas mais se desesperam para correr atrás de coisas que não são tão eficientes naquele momento. A palestra clareou esta área, de como o enfermeiro pode orientar os familiares que enfrentam esta situação”, complementa.
O coordenador explica ainda que toda pessoa que tem problema emocional acaba adoecendo a própria família. “A pessoa numa situação de depressão grave acaba ajudando a adoecer a família, pois se ela já passou pela tentativa de suicídio, acabará sendo vigiada, o que exige alguém sempre dentro de casa e interfere diretamente no cotidiano dos familiares”, argumenta Caramão.
O olhar de quem está próximo
Destaque também para as falas da área da Psicologia sobre a capacitação de agentes comunitários de saúde, profissionais que trabalham nas ESFs, com instruções sobre o que podem fazer para ajudar. “Eles são os olhos da unidade, vão nas casas das pessoas todos os dias e tem a chance de observar os sinais. Eles precisam de uma capacitação para saber identificar que a pessoa pode estar passando por algum problema através de várias questões, como o fato de não limpar a casa, de não fazer faxina ou não ter alimento. Mesmo que inúmeros fatores podem estar envolvidos nestas questões, dentre esse universo pode estar imbricado algum problema de saúde mental ou comportamento suicida”, detalha o coordenador da Enfermagem SETREM.
“A fala final foi chocante por falar sobre nossa colonização alemã. Os estudos comprovam que a pessoa desta etnia, por questões culturais, tem tendência a ser mais resignada, fechada, introspectiva e menos expansiva, demorando para fazer amizades, sem naturalidade para se abrir e muito preocupada com a imagem. Não é algo restrito à colonização alemã, mas é algo muito presente nela, o que exige mais atenção e uma nova postura. Não significa abandonar a cultura, mas as pessoas precisam aos poucos tentar se abrir, expandir, conversar com outras pessoas, se entregar em relações de amizade e de amor a ponto que se consiga enxergar o interno dessa pessoa. Caso contrário, a pessoa fica o tempo inteiro se protegendo, tenso, e isso vai ocasionando gatilhos de outros dispositivos mentais que podem gerar stress, depressão e nos casos mais graves acabar gerando um comportamento suicida”, conclui Caramão.
Sobre o suicídio, é importante saber
- Drogas e álcool estão intimamente ligados a "ele";
- A pessoa doente precisa muito da família;
- A saúde pública encontra-se em um momento importante que a leva a falar sobre e descobrir estratégia para preveni-lo;
- Escuta é uma ação "poderosa", que todos nós deveríamos desenvolver e usar;
- As UBS/ESF podem fazer mais pela saúde mental e a prevenção ao suicídio;
-  90% dos casos podem ser prevenidos;
- Ele não escolhe cor, opção sexual, idade ou qualquer outra característica - está por TODO o mundo;
- Algumas etnias, como a alemã, revelam afinidades com "ele";
- CVV - 188 é um ponto da nossa rede de prevenção ao suicídio;
- Viver é a melhor coisa do mundo, sejamos felizes;
- E se tiver qualquer dificuldade, procure ajuda!
Fonte: Assessoria de Comunicação da SETREM
Questão foi apresentada e refletida através de vários vieses e sob várias perspectivas, com olhares da Enfermagem e da 

Psicologia
Foto: SETREM / Divulgação
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