Unir a paixão pela moda e a responsabilidade social foi a missão planejada e executada pela acadêmica do curso
superior de Tecnologia em Design de Moda da SETREM, Marina Hertz Knob, com seu projeto "Moda em Prol da Vulnerabilidade Social”. Ela apresentou os resultados de seu trabalho na
Feira de Iniciação Científica 2016 (Inovamundi) da Feevale, de Novo Hamburgo, sob forma de pôster virtual e também em apresentação oral nas
sessões temáticas. O trabalho foi orientado pelo docente e coordenador do curso, Luciomar de Carvalho e recebeu nota máxima na avaliação de três dos
quatro conceitos: articulação do conteúdo às áreas temáticas indicadas; título adequado ao conteúdo do trabalho e palavras-chave
adequadas ao tema.
O projeto de Marina envolve oficinas com cunho social para adolescentes entre 12 e 16 anos que frequentam a Associação do Bem-estar do
Menor de Crissiumal (ABEMEC), com o intuito de promover a valorização pessoal, os vínculos afetivos e a autoestima através das diversas possibilidades criativas
que a moda pode oferecer. "O projeto visou explorar a criatividade, os vínculos afetivos e a busca pela identidade possibilita a ampliação das capacidades de
enfrentamento dos diversos entraves sociais. As oficinas focam na customização de peças, atividade que possibilita recriar a peça, deixando-a nova e
única, além de inserir nela a identidade da pessoa”, explica Marina.
Entre as atividades desenvolvidas estão a customização
de calça jeans, que apresenta várias opções, podendo ser transformada emshortsou saia e ser pintada, tingida e ornamentada com colagem de outros tecidos.
"Utilizamos também técnicas de tingimento emtie-dyee degradê, de recortes e de macramê. Todas elas podem ser aplicadas em peças femininas e masculinas,
e podem variar de acordo com a necessidade dos adolescentes. Com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre si mesmo e dos outros, as atividades envolvem apresentação de
painéis com imagens de cada técnica de customização, o que possibilita perceber como se insere a própria identidade nas coisas que são feitas e
como as escolhas refletem a própria identidade dos adolescentes”, ressalta Marina.