Se existe injustiça em futebol, ela apareceu na noite
desta quarta no Beira-Rio. Depois de criar pelo menos cinco chances claras de gol, o Inter perdeu por 2 a 1 para o Atlético-MG na primeira partida das semifinais da Copa do Brasil.
Agora, para se classificar, precisará vencer no Independência e pelo menos marcar dois ou mais gols na semana que vem.
Celso Roth escalou o time que treinou
na terça, com Fabinho na lateral, William no meio, aberto pela direita, Anderson no meio e Alex na esquerda. Marcelo Oliveira, por sua vez, apresentou uma surpresa: colocou Rafael
Carioca, volante, no lugar de Clayton, atacante. Mais resguardado, esperava segurar o ímpeto inicial do Inter. Nem precisou.
O jogo já começou
praticamente 1 a 0. Aos três minutos, um lançamento pela direita gerou uma disputa entre Pratto e Alan Costa. O argentino ganhou, foi à linha de fundo e cruzou para
trás. Paulão salvou, mas a bola voltou para Alan Costa, que viu Pratto antecipar e rolar para a área, onde Otero chegou para concluir de carrinho e vencer
Danilo.
Aos 11, o empate não chegou por detalhe. Aylon começou a jogada pela esquerda, foi desarmado, mas o rebote voltou para William, que cruzou na
cabeça de Aylon, para fora.
Depois de um período morno, o jogo voltou a esquentar quando Aylon sofreu falta, Alex cobrou, a zaga afastou e o rebote de
William sobrou para Anderson concluir, mas já havia impedimento. No Atlético, Pratto comandava as ações. Com vantagem sobre Alan Costa e Paulão, o
centroavante segurava a bola e iniciava os lances ofensivos. Do outro lado, o centroavante colorado tentava quase sozinho empatar a partida. Aos 29, Anderson foi à linha de fundo,
cruzou para William, que dividiu com a zaga. Aylon pegou a sobra e chutou de pé direito, ao lado da trave de Victor.
A resposta do Atlético não
demorou. Otero recebeu na entrada da área e arriscou, por cima.
Antes dos 40, o Inter perdeu duas chances. Na primeira, Alex isolou uma cobrança de
falta de dentro da meia-lua. Na segunda, uma troca de passes de Dourado e Anderson foi até Geferson, que cruzou na cabeça de William, dentro da área pequena, mas ele
desperdiçou.
Com o segundo tempo, voltou o temporal. A chuvarada acompanhou dois times sem modificações, que tentaram repetir o início em
alta velocidade do primeiro tempo. Desta vez, porém sem gols. Mas com chances perdidos.
Aos seis, a falta de William foi para Alan Costa, que ajeitou para o
meio, onde Anderson e Eduardo Henrique se atrapalharam e a zaga salvou. Aos oito, Alex bateu escanteio, Aylon cabeceou, Victor fez milagre e, no rebote, Paulão completou para fora.
Aos nove, Anderson deu belo passe para William, sozinho, chutar para fora.
O Atlético só respondeu aos 12, com Leandro Donizete arriscando de longe, para
fora. Na sequência, uma boa trama mineira achou Otero na esquerda. O venezuelano encheu o pé, Danilo defendeu parcialmente e salvou no rebote. Roth colocou Sasha no lugar de
Alex. E depois desta troca, Victor fez duas defesas importantes. A primeira foi inusitada: um chutão de Paulão de seu campo de defesa quase encobriu o goleiro. A segunda foi
um chute em curva, no canto, mas o camisa 1 voou e espalmou.
Aos 25, o empate chegou. Fábio Santos tentou dar balãozinho em William e perdeu a bola para
Anderson. No movimento, o lateral derrubou o colorado. Pênalti, que William bateu com habilidade e fez seu primeiro gol como profissional.
Com Valdívia e
Vitinho (no lugar de um aplaudido Anderson) o Inter partiu para a virada. Mas quase viu o Atlético passar à frente com uma cabeçada forte de Pratto, defendida por
Danilo. Pouco antes do final, Vitinho perdeu o gol da virada ao chutar, de dentro da área, e Victor defender.
Aos 44, um castigo. Um contra-ataque puxado por
Cazares serviu Luan, que, com inteligência, deixou Pratto sem goleiro para fazer o 2 a 1.