Está aberto para o Grêmio o caminho que
leva à decisão da Copa do Brasil. E, quem sabe, ao título há tanto tempo aguardado. Com uma atuação soberana, recheada de destaques individuais, o
time nem precisou do suspenso Renato Portaluppi à beira do campo para fazer 2 a 0 no Cruzeiro, na noite desta quarta-feira, no Mineirão. No jogo de volta da semifinal, dia 2
de novembro, na Arena, poderá perder até por 1 a 0 que ainda assim garantirá a vaga. Depois, será preciso apenas esperar pelo vencedor do confronto entre Inter e
Atlético-MG.
Times visitantes costumam adotar uma postura retraída fora de casa. Ainda mais em um ambiente de incondicional apoio como o preparado pela
torcida do Cruzeiro no Mineirão. Não foi o caso do Grêmio. Com a autoridade de quem atua em seus domínios, o time se impôs em todas as partes do campo,
forçando o adversário a erros constantes de passe e a tentativas desesperadas de chutões para a frente.
A rigor, o Cruzeiro teve uma única
oportunidade para marcar. Foi a dois minutos, quando a marcação do Grêmio ainda não estava ajustada. Edílson falhou no recuo, De Arrascaeta livrou-se de
Geromel e chutou cruzado para defesa difícil de Marcelo Grohe, completada por Kannemann.
A partir de então, foi absoluto o controle do Grêmio na
partida, a ponto de provocar seguidas broncas de Mano Menezes na beira do gramado em seus jogadores. Calado, o Mineirão via o Grêmio adiantar a marcação. Quando
atacado, o time se segurava com uma atuação muito segura de Walace. O primeiro chute foi de Luan, a oito minutos, sem direção. O segundo, de Edílson,
também passou longe. Tudo compensado pelo gol de Luan, a 19 minutos. Uma construção coletiva de 23 toques na bola, sem a interceptação do
adversário, numa ação que se prolongou por um minuto. A finalização foi uma triangulação Pedro Rocha, Marcelo Oliveira e Luan, complementada
pelo último de forma primorosa, com um toque por cobertura, fora do alcance de Rafael. Foi seu primeiro gol depois de uma espera de 14 partidas.
Também
foi do Grêmio a segunda melhor chance para marcar. A 35 minutos, Rafael defendeu om muita dificuldade chute de Ramiro de fora da área.
Com o veloz atacante
Alisson no lugar do lateral Lucas, o Cruzeiro partiu em busca da reação no segundo tempo. Esteve muito perto do empate aos cinco minutos, em falta batida por Edimar, e aos
sete, em chute rasteiro de Sobis desviado no último instante por Geromel. Restava ao Grêmio a opção do contra-ataque. Usada à perfeição aos
16 minutos. Ramiro dominou bola chutada por Marcelo Oliveira e lançou Douglas. Com calma, o meia avançou pela área e acertou chute cruzado, para fazer 2 a 0 e selar a
vitória.
Era aguardada a pressão que o Cruzeiro passou a exercer. Mas o ajuste defensivo do Grêmio pode ser medido pelo fato de que Marcelo Grohe
não precisou fazer uma defesa difícil sequer. Na noite em que o ataque voltou a funcionar, a vitória se justificou plenamente.