O 2º Colóquio Nacional de Robótica na Aprendizagem, realizado na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e organizado pelo Grupo de Pesquisa Aprende
Steam, aprofundou as discussões das contribuições da robótica na aprendizagem, com a colaboração de pesquisadores com larga experiência na
interface tecnologias e educação. Representando a SETREM no evento estiveram a acadêmica de Engenharia de Produção e professora de novas tecnologias Ana
Machado e a coordenadora do curso de Licenciatura Plena em Pedagogia da Instituição, Renati Fronza Chitolina, que apresentaram o uso da robótica educacional dentro dos
cursos superiores.
O evento contou com pesquisadores que atuam há mais de 25 anos no Brasil estudando o uso da informática e da robótica na
educação. Dentre os palestrantes estiveram o Dr. Miguel Dias (UNILAB), o Pós-doutor Daniel Mill (UFSCar), o Dr. João Vilhete d’Abreu (UNICAMP) e o Dr.
Marcelo Vieira Pustilnik (UFSM). “Participamos de uma mesa redonda a convite da Solange Mendes, assessora pedagógica da Zoom LEGO® Education. Tivemos a oportunidade de
compartilhar nosso case, pois somos uma das únicas instituições do estado que há mais tempo usam a robótica aplicada ao ensino superior. A Ana apresentou
o caso da Engenharia de Produção e eu falei da Pedagogia”, explica.
Prática é precursora nos cursos de Pedagogia do
Brasil
“Descobrimos que somos a única Instituição no Brasil com a robótica aplicada ao currículo regular de um
curso de Pedagogia. Pelas pesquisas desenvolvidas no doutorado, constatamos que nenhuma instituição trabalha com a robótica educacional na formação
inicial de professores. Isso ocorre sempre na formação continuada, de forma isolada, e não como trabalhamos na SETREM. Desde o ano passado integramos a robótica
ao currículo, no componente de Informática na Educação II, sobre uma perspectiva construtivista, integrando a teoria e a prática”, destaca
Renati.
A coordenadora explica que os participantes do Colóquio concordaram que a robótica educacional não é integrada ao
currículo nas instituições, o que acontece como atividade paralela, extra. “Procuramos mais informações se é realmente isso o que acontece, e
encontramos apenas exemplos de formações continuadas, geralmente na área de Tecnologia da Informação, Matemática e Engenharias. Mas dentro de um
componente, como ocorre na Pedagogia da SETREM, é a primeira experiência”, reforça.
Formato é inédito dentro das
Engenharias
Segundo Ana, a experiência na Engenharia de Produção SETREM inicia com a área de pesquisa, como a robótica
educacional dentro das disciplinas de Planejamento de Controle e Produção e Pesquisa Operacional, por exemplo. “Mas o foco maior é no Noé do Eng, projeto
desenvolvido junto aos acadêmicos, focando na indústria. Os desafios são pensados com base em uma simulação de problemas encontrados na indústria e,
a partir deles, utiliza-se o Lego para resolução. É um recurso didático que neste formato não é utilizado em outras
instituições”, ressalta.
Robótica nas escolas
Ana relata que o Dr. Miguel Dias desenvolve pesquisas em
Portugal e destacou que lá é tendência o uso da robótica educacional nas escolas públicas. “Aqui em nossas escolas públicas até
há o material, mas ainda não temos profissionais formados e qualificados para trabalhar com isso. O material acaba ficando guardado”, lamenta a professora. “A
partir de 2017 o curso de Pedagogia da SETREM vai contar com grupo de estudo em que os acadêmicos participarão de formação tanto no componente regular como
através do grupo, para estarem qualificados para realizar os trabalhos nessas escolas”, conclui Renati.