Com
autoridade, o Grêmio se impôs ao Zamora na calorenta Barinas, norte da Venezuela, nesta quinta-feira, e abriu com uma vitória por 2 a 0 sua caminhada na tentativa do
tricampeonato da Libertadores. Bem postado, o time superou bem as ausências de Geromel e Maicon e já lidera o grupo 8 pelo saldo de gols — na quarta-feira, o Guarani-PAR
bateu o Iquique por 1 a 0. Na noite em que estreou na competição mais valorizada por sua torcida, o time teve uma de suas suas atuações mais consistentes na
temporada.
A correria do Zamora, combinada com uma insinuante troca de passes, complicou o Grêmio no começo da partida. Em 10 minutos, a equipe local
já havia criado três situações para marcar, sempre em investidas pela direita, onde Marcelo Oliveira mostrava uma alarmante dificuldade para macar. A quatro
minutos, Marcelo Grohe salvou em chute cruzado de Uribe, que havia sido lançado entre Thyere e Kannemann. A oito, Faría driblou Marcelo Oliveira como quis e chutou para fora.
Aos 10, a jogada que tirou a paciência de Marcelo Grohe, que cobrou com energia maior atenção da defesa. Peña foi ao fundo, cruzou para trás e Ricardo
Clarke, livre, desperdiçou.
A bronca de Grohe surtiu efeito. O Grêmio aproximou suas linhas e bloqueou os espaços que, antes, eram todos ocupados
pelo Zamora. Para isso, foi decisiva a aplicação de Ramiro e Pedro Rocha, jogadores de muita lucidez tática. Os dois se somaram a Léo Moura e Marcelo Oliveira na
marcação e Havia, ainda, dificuldades na frente da área, com Michel e Jailson um tanto confusos, mas o risco maior já havia passado. A 15 minutos, na primeira
jogada articulada do Grêmio, Bolaños arrancou de trás, deu a Luan, que abriu para o chute errado de Michel. O jogo virou. A 16, o cruzamento perigoso de Ramiro passou na
frente da goleira, apenas observado pelo goleiro.
O gol quase saiu a 21 minutos, no perigoso cabeceio de Jailson depois de escanteio batido por Bolaños, de novo
o atacante de maior iniciativa. Luan, até então pouco inspirado, bateu falta com perigo a 24.
A classe de Bolaños apareceu a 26 minutos, com seu
drible curto em Ovalle e o chute que Salazar salvou com dificuldade. Ainda haveria um novo vacilo defensivo, quase aproveitado por Vargas, mas a superioridade do Grêmio era
flagrante.
O gol foi o resultado de uma bela construção coletiva. Luan serviu a Pedro Rocha, que localizou Léo Moura dentro da área. Com
agilidade, o lateral girou o corpo e venceu Salazar com um potente arremate de pé direito: 1 a 0. A vitória parcial configurava a justiça.
Nem
houve tempo para sofrimento na segunda etapa. Já a quatro minutos, Pedro Rocha disparou pela esquerda e cruzou na direção de Ramiro, que sofreu pênalti de Ovalle.
Na cobrança, Luan fez 2 a 0 com um chute rasteiro e, muito cedo, deixou encaminhada a primeira vitória do Grêmio na Libertadores.
A entrada de
Sosa, aliada a um certo descuido do Grêmio, gerou um esboço de reação do Zamora. Em bolas aéreas, o time obteve alguma vantagem. Quase marcou a nove
minutos, mas Ramiro salvou sobre a linha.
Com a vitória encaminhada, Renato Portaluppi deu chance a Everton e Barrios. Aos 31, deslocado pela equerda, o
argentino fez passe preciso para Bolaños, que, no centro da área, quase marcou com um chute rasteiro. Renato ainda recorreu a Fernandinho em busca do terceiro, mas o
cansaço já havia reduzido a energia do time. Para a torcida, já estava de bom tamanho.