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14/03/2017 | 08:21 | Educação | Três de Maio

Trabalho sobre educação e musicalidade será apresentado na Itália

Priscila Lorenz e Nídia Engel são professoras e têm uma proposta de intervenção com finalidades terapêuticas e pedagógicas, utilizando elementos da educação musical como meio para alfabetização, letramento e comunicação alternativa

Priscila 

Lorenz e Nídia Engel são professoras e têm uma proposta de intervenção com finalidades terapêuticas e pedagógicas, utilizando elementos da educação musical como meio para alfabetização, 

letramento e comunicação alternativa
Foto: SETREM / Divulgação
O trabalho “Atendimento domiciliar e inclusão: uma proposta de alfabetização por meio da educação musical”, será apresentado em junho na Università Delle Tre Età, em Milão, na Itália, durante o VI Congreso Internacional de Educación y Aprendizaje. O estudo é uma parceria da docente do curso de Licenciatura Plena em Pedagogia da SETREM Priscila Gadêa Lorenz, e da professora de música educacional Nídia Engel.
Priscila e Nídia são professoras do município de Santa Rosa e têm uma proposta de intervenção com finalidades terapêuticas e pedagógicas, utilizando elementos da educação musical como meio para alfabetização, letramento e comunicação alternativa. Neste sentido, a proposta busca a intervenção organizada a partir do atendimento domiciliar a um menino, faz uso de elementos musicais como possibilidade de comunicação alternativa, unificada ao processo de alfabetização e letramento.
O estudo objetiva a investigação e desenvolvimento de práticas inclusivas por meio do atendimento domiciliar que possibilitem a alfabetização através da música, universo e paisagens sonoras como possibilidade de inclusão e/ou comunicação alternativa, para alunos com Atrofia Muscular Espinhal (AME). A doença é caracterizada por fraqueza muscular grave, progressiva e hipotonia resultante da degeneração e perda dos neurónios motores inferiores da medula espinhal e do núcleo do tronco cerebral.           
Priscila observa que a inclusão escolar de alunos com Necessidades Especiais é assunto que está presente nas discussões do contexto educacional atual e, diante das últimas mudanças dos sistemas educativos, é relevante que se compreenda de que forma se dá esse processo. A intervenção do Atendimento Educacional Especializado de forma domiciliar, é oferecida pela Educação Especial como modalidade de ensino, e legitimado conforme a atual Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (SEESP/MEC, 2008). “Neste sentido, iniciou-se a elaboração de uma proposta intervenção e atendimento domiciliar que unifica o ensino da música, inicialmente através da paisagem sonora, alfabetização e letramento”, explica.    Ela destaca que por vezes é necessário criar mecanismos que possibilitem o aluno ter acesso ao conhecimento de forma abrangente e menos restritiva, ao mesmo tempo desenvolver a sutileza de transpor conceitos, perceber variáveis provindas da singularidade do ato de ensinar e aprender.
Elementos musicais e aplicativos
A docente afirma que experiências práticas têm demostrado como alunos com dificuldade de comunicação, locomoção, com fala restrita criam um canal de comunicação, podendo se expressar por meio de elementos musicais. Logo, segundo ela, surge a intencionalidade de se pensar a possibilidade de alfabetização por meio da música, como algo que não se limite a mera reprodução e/ ou repetição, mas tendo em vista a potencialização do aluno, por meio da expressão livre. “Para ressignificar preceitos inclusivos, garantindo o direito a educação, na rede regular de ensino e/ ou de forma domiciliar, por vezes é necessário criar mecanismos que possibilitem o aluno ter acesso ao conhecimento de forma abrangente e menos restritiva, no sentido de ter atenção à diversidade, suas necessidades e possibilidades”, observa.
As educadoras se emocionam com a evolução e interatividade do menino atendido por elas. De acordo com Priscila cada aula é uma surpresa nova, e, na maioria das vezes, a lição de vida que fica é maior que qualquer circunstância. E as boas notícias não param por aí. Uma parceria com um professor de outra Instituição estuda a possibilidade de desenvolver um protótipo que facilite a mobilidade, usando os movimentos que o menino tem. As professoras já conseguiram o programador, mas ainda falta o auxílio de um designer gráfico para que seja possível desenvolver um aplicativo que possa contribuir para a interação maior do aluno com as demais pessoas.
Fonte: Assessoria de Comunicação da SETREM
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