Os cerca de 850 alunos da Escola Estadual Margarida Pardelhas, uma das mais
tradicionais de Cruz Alta, na região do Alto Jacuí, aguardam há quatro anos pela construção do prédio próprio do colégio. O
edifício utilizado antigamente foi demolido em 2013, por problemas estruturais e na rede elétrica, mesmo sem licitação para um novo. No mesmo local, seria
construído o novo espaço – mas a obra ainda nem começou.
Enquanto aguardam o prédio próprio, os alunos têm aulas no local
onde funcionou o Hospital de Fátima. O aluguel do prédio tem custo de R$ 47,3 mil por mês. Apesar de as instalações serem consideradas boas, há
inconvenientes. As salas de aulas são bem menores, e as turmas grandes tiveram que ser divididas em diversos grupos, com quadro maior de professores.
Além
disso, o local não possui espaço para as aulas de Educação Física. Parte dos alunos precisa se deslocar para o Ginásio Municipal, e outra parte
para o quartel da cidade. O vice-diretor da escola, Sandro Fogaça Martins, afirma que conseguiu, em conversa com o proprietário do prédio, que seja feito um
ginásio no local. O espaço está em fase de acabamento.
No entanto, o professor fica apreensivo com o fato de o edifício do hospital ser
alugado – e o aluguel poder ser cancelado a qualquer momento.
“O inconveniente é esta escola centenária não estar no prédio
próprio. Nós precisávamos, pelo menos, do início da construção. Além disso, temos muita apreensão, porque sabemos que o aluguel de um
prédio é um contrato. Nós sabemos que a política muda e que existe crise no Estado”, desabafa.
Parte do prédio antigo ainda
está de pé, já que será reaproveitado no novo projeto, e alunos faziam as aulas de Educação Física no local. No entanto, foi invadido por
moradores de rua e, por medo da direção, as salas deixaram de ser utilizadas.
Em nota, a Secretaria Estadual da Educação informou que a
licitação para execução das obras será aberta no próximo mês. Depois disso, as obras devem começar em cerca de cinco
meses.