Foi uma noite de 2014, mas parecia 2008. O 4 a 1 sobre o Cuiabá trouxe lampejos daquele Alex decisivo, que transformou-se em ator principal de um ataque com
"coadjuvantes" de luxo como D'Alessandro e Nilmar na conquista da Copa Sul-Americana.
A posição não é a mesma. O Alex de hoje
cumpre função mais próxima a que tinha no time campeão da América e do Mundo em 2006, como parte do setor criativo do meio-campo. Em 2008, era quase um
segundo atacante. E diante do Cuiabá, apesar da posição mais recuada, funcionou como tal, aparecendo na área para marcar duas vezes.
— Eu estou mais preparado, com mais capacidade para correr, chegar na área. Estou com mais oxigênio para fazer o que eu penso — disse, referindo-se à
difícil readaptação ao futebol brasileiro desde que o Inter o repatriou, em meio à temporada passada.
Abel vai além quando compara o
Alex que treinou, entre 2006 e 2008, e o que tem hoje nas mãos.
— Taticamente, ele sempre foi bom. Jogou de lateral, de meia, segundo atacante. Mas
hoje ele é melhor ainda. Corre menos, faz a bola correr mais. É extremamente inteligente como era, mas hoje muito mais tático — afirma. Alex concorda:
— Quando você é jovem, tem algumas valências físicas a mais. Hoje, a cabeça trabalha muito. Quando você percebe que é
hora de segurar, você segura.
É "segurando" uma insistente dor no tornozelo, que manifestou-se pela primeira vez em jogo contra o Brasil-Pel, pelo
Gauchão, que o meia vem atuando. Tem controlado o problema com medicamentos e conta os dias para descansar no recesso da Copa do Mundo. Comemora, porém, a sequência de
jogos que lhe permitiu recuperar um pouco do futebol que o transformou em ídolo do clube.
— A repetição que o Abel vem dando é muito
importante, isso dá uma maior tranquilidade — garante.