Era um jogo para o Inter encaminhar a classificação para o mata-mata do
Gauchão. Mas o empate em 1 a 1 com o Ypiranga em Erechim adiou, mais uma vez, uma sequência de vitórias para o time de Zago. Para os donos da casa, o resultado
não o tirou da zona de rebaixamento. Como a partida valia pela Recopa, foi para os pênaltis. E aí deu Inter, 4 a 3.
Zago apresentou Cuesta em uma
função diferente daquela que foi contratado. Para devolver Uendel ao meio-campo, o técnico escalou o argentino na lateral esquerda. Assim, D'Alessandro passou a
integrar a linha mais avançada, próximo a Nico López. Brenner foi o centroavante.
O primeiro tempo não funcionou. Inter e Ypiranga
fizeram um dos piores primeiros tempos do Gauchão. Até os 20 minutos, nenhum dos dois times tinham chutado uma bola sequer a gol. A única movimentação na
ficha técnica da partida era a de cartões amarelos: Tairone fez falta em Anselmo, Paulão fez falta em Talles Cunha.
Depois disso, o Ypiranga
começou a levar mais perigo. Mesmo assim, não concluía. No máximo, obrigava Danilo Fernandes a fazer intervenções, como a que dividiu com Kaio.
Ambos desabaram.
No Inter, só D'Alessandro criava. O camisa 10, apesar de muito marcado, era o responsável por armar as jogadas. A precisão
dos passes até embaralhava a defesa adversária, mas não havia sequência.
Aos 36 minutos, um lance polêmico: Brenner enroscou-se com o
zagueiro e pediu pênalti, mas Anderson Daronco mandou seguir.
Quatro minutos mais tarde, quando o Inter finalmente havia entrado no jogo, levou um gol que mostrou
toda a desatenção e a falta de comunicação da equipe. Um balão do goleiro Carlão atravessou o campo inteiro e ficou entre Léo Ortiz e Danilo
Fernandes. Os dois não se entenderam e Talles Cunha apareceu entre eles, deu um leve toque e abriu o placar.
— Achei que a bola ia quicar e levantar mais,
mas o campo está pesado e ele conseguiu chegar e tocar. Foi esperto — justificou Léo Ortiz.
Para o segundo tempo, Zago desmanchou o time
original: Roberson entrou no lugar de Paulão, Cuesta foi para a zaga, Uendel voltou a ser lateral. Além disso, Valdívia substituiu Nico López. No Ypiranga,
Guilherme Macuglia colocou o centroavante Michel no lugar de Michael.
A solução só começou a dar sinais de melhora aos 11 minutoos.
Valdívia foi lançado pela direita e cruzou. A bola passou por todo mundo e chegou a Uendel, que driblou o zagueiro e deu para Roberson, quase sem goleiro, mas o atacante
perdeu o tempo e errou a cabeçada. Consertou cruzando para o meio, onde Brenner chegou concluindo, mas em cima da defesa.
Aos 26, nova reclamação
do Inter. Após cobrança de escanteio de D'Alessandro, Léo Ortiz cabeceou e Brenner completou para a rede. O auxiliar Fabrício Lima Baseggio marcou
impedimento inexistente do atacante colorado.
Quatro minutos mais tarde, Uendel apareceu pelo meio e deu passe para Brenner chutar e Carlão defender. A
pressão do Inter aumentou. Roberson passou por dois adversários e chutou de perna esquerda, por cima do gol. A outra chance saiu aos 36. D'Alessandro cobrou falta para a
área e Léo Ortiz cabeceou por cima.
Aos 38, Roberson foi lançado pela direita e cruzou. Com o braço aberto, o zagueiro do Ypiranga cortou o
passe. Pênalti. Quase três minutos mais tarde, Brenner cobrou com muita categoria e deslocou Carlão para empatar o jogo.
Os últimos instantes
da partida foram mais intensos. Enquanto o Inter buscava a segunda vitória seguida, o Ypiranga assustava em contra-ataques. Em um deles, Michel chutou para fora. Do lado colorado, a
oportunidade saiu em uma tabela de Uendel e Roberson. O lateral recebeu na área e, livre, botou ao lado do gol de Carlão.
Assim, a partida, que valia
também pela Recopa, acabou decidida nos pênaltis.