Um ponto apenas separa a Seleção Brasileira de uma vaga na Copa da Rússia, em 2018. A vitória por 3 a 0
contra o Paraguai, a oitava sob o comando de Tite em jogos oficiais, confirmou o momento mágico vivido pela equipe e, em especial, por Neymar. Dono da festa, o atacante do Barcelona
encantou os mais de 44 mil torcedores presentes ao Itaquerão com dribles, arrancadas e um gol.
Parar Neymar era a missão paraguaia. Não
importava a forma. E a falta foi o recurso mais recorrente. A segunda, cometida a quatro minutos por Valdez, rendeu um cartão amarelo ao lateral-direito paraguaio. Na terceira, aos
oito, Neymar cobrou rasteiro e Antony Silva defendeu no lado direito. Só o Brasil jogava. Ou, pelo menos, tentava jogar, tão grande era a retranca adversária.
Uma boa chance foi desperdiçada por Paulinho, de cabeça, aos 10 minutos, em falta batida por Neymar. Foi preciso um erro defensivo brasileiro para que a equipe
treinada por Arce desse sinal de vida. Aos 12 minutos, Miranda saiu jogando errado, a bola foi apanhada por Hernán Pérez que fez passe longo para González. Sem
marcação, o meia aproximou-se da área e chutou rasteiro, com perigo.
Com Neymar excessivamente marcado, Paulinho surgia como fator de surpresa,
com investidas pelos lados do campo, como um atacante. Aos 17 minutos, o volante autor de três gols contra o Uruguai caiu na área em dividida com Valdez, pediu pênalti,
mas a arbitragem acertou em nada assinalar. Pela esquerda, Marcelo e Renato Augusto tentavam, sem sucesso, jogadas combinadas. Mesmo que sem a exuberância da partida anterior, o
Brasil deixava claro que seu primeiro gol seria questão de tempo. Aos 25, o goleiro espalmou para o lado nova falta batida por Neymar, Miranda, como um atacante, cruzou na
direção da área e Firmino cabeceou para fora. Por fim, a 33 minutos, Phillipe Coutinho investiu pela direita, tabelou com Paulinho, recebeu adiante e venceu o goleiro
Antony Silva com um chute rasteiro: 1 a 0. Em êxtase, o Itaquerão tomado por fãs de Tite comemorava o início de mais uma vitória.
O
segundo tempo começou em ritmo acelerado. Logo a três minutos, Phillipe Coutinho cruzou da direita, Verón afastou errado e Paulinho, na volta, bateu alto. Neymar assumiu
de vez o protagonismo nos minutos seguintes. Primeiro, por assustar a torcida ao chocar-se com a trave. Como se nada houvesse ocorrido, ergueu-se, voltou para o jogo e, em seguida, em
dividida com Rojas, caiu na área. A marcação de pênalti gerou revolta entre os paraguaios. Na cobrança, do próprio Neymar, Antony Silva brilhou ao
defender no canto esquerdo.
Nada que abatesse a maior estrela do futebol brasileiro. Ainda haveria muitas arrancadas pelo lado esquerdo, para êxtase da
torcida. Como a ocorrida aos 18 minutos. A disparada teve início ainda no campo brasileiro e culminou dentro da área, com uma conclusão que ainda desviou na
marcação antes de entrar: 2 a 0. Ainda haveria um terceiro gol de Neymar, anulado pelo árbitro Víctor Carrillo por impedimento.
Até o
final da partida, os demais jogadores foram quase coadjuvantes do brilho do atacante do Barcelona. Ainda que caçado por faltas, ele seguiu como centro criador do time. Participou da
jogada do terceiro gol em que Marcelo, depois de tabelar com Paulinho, encobriu o goleiro com um toque sutil.
Batido, o Paraguai ainda insistiu com os
irmãos Romero, mas sem qualquer organização. Agora, uma nova parada até 5 de agosto para enfrentar o Equador, em Quito.