Uma
reunião realizada na SETREM deu início a articulação para ações na região Fronteira Noroeste do Estado com vistas à
ampliação da pesquisa, ensino e extensão ligados ao desenvolvimento de produtos com frutas nativas. Na sala do diretor geral da Instituição Sandro Ergang
estiveram reunidos docentes e acadêmicos dos cursos Superiores de Agronomia e Laticínios e o curso Técnico em Agropecuária da SETREM e representantes da a Rede
Ecovida de Agroecologia, da Associação Regional de Desenvolvimento, Educação e Pesquisa (AREDE), da Embrapa Clima Temperado, da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (UFRGS), da Associação de Agricultores de Giruá e da coordenação da Cadeia Solidária das Frutas Nativas do Rio Grande do
Sul.
Segundo a docente Cleia dos Santos Moraes, a ideia é que ocorram capacitações, pesquisas e assessoria técnica para agricultores no manejo
de frutíferas nativas, extração e processamento das frutas e estratégias de inserção no mercado. “Tudo isso será feito visando
proporcionar aos agricultores familiares alternativas de renda com a proteção ambiental e preservação dos agroecossistemas locais”, explica. Ela
complementa: Ao mesmo tempo estamos buscando o resgate cultural, já que frutas como o butiá, por exemplo, fazem parte da cultura das comunidades esta
região”.
A SETREM passa a fazer parte desta rede de pesquisa e extensão buscando cumprir a sua missão de desenvolvimento regional.
“Ficaram acertadas algumas capacitações em processamento das polpas de frutas e o uso dessas para a fabricação de derivados lácteos para os
agricultores que participam da Cadeia Solidária das Frutas Nativas, além da realização de pesquisas sobre as frutíferas nativas da nossa região e
do apoio ao mesmo trabalho em outras regiões”, destaca Sandro Ergang.
“Poderemos contribuir muito no desenvolvimento de novos produtos com as polpas
que os produtores fazem, agregando valor a esses produtos. Eles têm a matéria-prima e nós a tecnologia e as ideias do que podemos fazer com elas. Por exemplo, eles
tinham pensado em iogurte normal com butiá, enquanto nossa proposta é de fazer um iogurte grego com calda de butiá, o queijinho trufado com butiá, o frozen com a
polpa de uva. Temos certeza que será uma excelente parceria”, conclui a docente Daniela Buzatti.