A enfermeira fiscal do Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (COREN-
RS), Carmem Schultz, palestrou na noite de segunda-feira, 15, na Semana Integrada de Enfermagem da SETREM. No evento, promovido pelo Bacharelado em Enfermagem e pelo Curso Técnico em
Enfermagem da instituição, Carmem falou a acadêmicos e docentes sobre a importância dos registros de enfermagem. Esta questão, segundo ela, vem sendo
visualizada com uma deficiência bastante grande durante os atos de fiscalização realizados pelo COREN-RS.
Carmem explica que a busca é
pelos registros realizados de forma clara, concisa e objetiva. “Neste evento falamos sobre os objetivos de você fazer um registro da assistência que é prestada ao
usuário, do respaldo do profissional frente a este registro que realiza, buscando qualificar e oferecer uma enfermagem de excelência aos usuários. Hoje a falta do
registro é o principal, pois os profissionais acabam priorizando a assistência propriamente dita, o cuidado em si, mas negligenciam o registro daquela assistência
prestada, que também é imprescindível”, detalha.
99,9% das instituições notificadas
A
enfermeira fiscal diz que erros e ausência de registros causam impacto em toda continuidade do atendimento. “Isso impacta na assistência, na sistematização
da assistência de enfermagem, causando ausência de respaldo aos próprios profissionais frente ao cuidado que foi prestado ao usuário, o que pode se estender
até mesmo a processos éticos ou judiciais. Causa efeitos tanto no contexto profissional quanto na qualidade dos serviços que são prestados”, complementa
Carmem.
Cabe ao COREN-RS fazer a fiscalização dos registros. “Em todos os nossos atos fiscalizatórios dentro da avaliação da
estrutura e da organização dos serviços de enfermagem, se avalia o processo de registro da assistência que é prestada ao usuário dentro do
próprio processo de enfermagem, da consulta de enfermagem e das anotações de enfermagem. Hoje podemos dizer com segurança que 99,9% das
instituições já foram notificadas quanto à questão de deficiência nos registros”, conclui a enfermeira fiscal.