De novo, o Grêmio
esbarrou na sua falta de qualidade. Pouco produtivo, empatou sem gols contra um Palmeiras desfalcado na tarde deste domingo, em Caxias do Sul, e não conseguiu reingressar no G-4, sua
meta antes da parada do Brasileirão.
Agora, são três partidas consecutivas sem vitória e apenas dois pontos obtidos nos últimos nove
disputados. A queda de rendimento abre espaço para especulações sobre mudanças durante o recesso. Barcos, de novo com má atuação, foi vaiado
e substituído.
Nos primeiros minutos do jogo, a exigência de melhor desempenho, feita pela direção, parecia surtir efeito.
Elétrico, o Grêmio ocupou bem os espaços do campo, aprisionou o Palmeiras e criou chances de marcar. A primeira, com menos de um minuto, em cruzamento de Rodriguinho, em
que Barcos, desajeitado, cabeceou por cima.
Com boa presença, a torcida convencia-se de que o primeiro gol não tardaria. Impressão reforçada
com o chute de Alán Ruiz, dentro da área, que atingiu a cabeça de Wendel, quase sob as traves. Aos cinco, a primeira manifestação de desagrado com Barcos.
Lançado por Dudu, o argentino viu a bola atingir seu tornozelo e tomar elevação.
Ainda haveria uma chance, mais clara, antes que o Palmeiras
passasse a incomodar. Foi aos 17 minutos. Dudu, de calcanhar, serviu a Rodriguinho, que, desmarcado, chutou para fora. Foi quando a energia da equipe acabou.
A
partir de então, o jogo tornou-se perigoso, pela incapacidade do Grêmio de conter os perigosos Felipe Menezes, Diogo e, sobretudo, Marquinhos Gabriel. Observado de um camarote
por seu novo técnico, Ricardo Gareca, o Palmeiras, mesmo desfalcado, passou a incomodar.
O primeiro susto veio a 22 minutos, em chute de Diogo que tomou
elevação e caiu de forma perigosa atrás da goleira de Grohe. Aos 31 minutos, Felipe Menezes acertou a trave esquerda. O Grêmio só reagiria em chute
perigoso, de fora da área, de Alán Ruiz. Quando o primeiro tempo terminou, as vaias da torcida traduziram o descontentamento.
Dois lances polêmicos
marcaram o início do segundo tempo. No primeiro deles, Barcos foi derrubado dentro da área por um zagueiro, mas a arbitragem viu lance normal e não marcou
pênalti. Depois, Diogo viu seu gol de cabeça ser anulado, embora não fosse ele o jogador impedido no lance.
A sequência de erros do
Grêmio irritou a torcida e tirou Enderson Moreira da posição de mero observador. Eram 14 minutos quando o técnico pediu que Maxi Rodríguez e Kleber
iniciassem o aquecimento para entrar no jogo. Antes que as mudanças fossem feitas, Rhodolfo ainda salvou sobre a linha cabeceio de Henrique.
Sob vaias,
Rodriguinho e Barcos deixaram o campo, na desesperada tentativa do técnico de salvar a tarde. As mudanças não surtiram efeito imediato. Com exceção de
novos chutes de Alán Ruiz, um deles salvo por Marcelo Oliveira, com o goleiro vencido, o Grêmio praticamente não ameaçou.