A SETREM promoveu na quarta-
feira, 02, a aula inaugural do Bacharelado em Direito da instituição, proferida pelo Procurador Regional da República, Douglas Fischer. Fischer é mestre em
Instituições de Direito e do Estado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2006) e membro do Ministério Público Federal desde
1996. Atualmente exerce suas funções como Procurador Regional da República na 4ª Região. Após a fala do diretor geral da SETREM, Sandro Ergang, e do
prefeito municipal de Três de Maio, Altair Copatti, teve início a aula inaugural com o tema ‘”Corrupção, Direito e Ética”.
Natural de Três de Maio e tendo sido aluno da SETREM, Fischer iniciou sua fala visivelmente emocionado. “Foi difícil conter a emoção,
tamanha a honra que me foi dada pela SETREM em poder estar aqui, falando aos acadêmicos que estão iniciando este histórico curso de Direito, para amigos, pais de amigos
e pessoas próximas que me trazem muitas recordações da infância. Para mim foi um momento muito especial”, destaca.
Em sua fala, o
Procurador apresentou dados, fez reflexões e contou histórias que sempre representavam conexões com sua trajetória pessoal e profissional em diferentes
épocas da vida. “Falei do Direito Penal, de algumas circunstâncias envolvendo a corrupção, da importância de termos uma mudança de
comportamento na punição da corrupção. Mas, principalmente, enfatizei que nada se resolve sem uma educação e um comportamento ético, de
nós fazermos o que é devido sem que ninguém esteja ali para nos aplaudir. Fazermos exatamente por entender que aquilo é o correto”, exalta.
Coordenador Jurídico do Grupo de Trabalho Lava Jato junto ao Gabinete do Procurador Geral da República, Fischer apresentou informações sobre os acordos
de colaborações premiadas e sobre os pedidos de restituição criminal de recursos ilícitos ligados aos investigados na operação. “A
Lava Jato é importante e veio para ficar. O Direito Penal precisar responder aos desmandos dessas condutas extremamente graves. Mas precisamos estar cientes de que é o
comportamento educacional que vai nos dar no futuro uma possibilidade de redução desse modo de comportamento”, conclui.