Quando foi entrevistado ao final da semana de treinos em
Porto Alegre, Abel Braga declarou que o objetivo do Inter em Macaé na noite deste domingo era trocar pontos com o Fluminense. Pois mesmo com os desfalques e aquém de seu
melhor momento na temporada, o empate em 1 a 1 diante dos cariocas — gols de Jorge Henrique e Jean — não condiz com a produção colorada no
Moacyrzão.
Sem Paulão, Gilberto, Aránguiz, Alex e Rafael Moura, o Inter se portou bem em Macaé no primeiro tempo. Abel Braga mandou a campo
um time de cadência, toque de bola. Sacou Valdívia para contar com Jorge Henrique pelos lados de campo. D'Alessandro deixou a direita para atuar centralizado. A linha de
três meias ainda contava com Alan Patrick, de volta após duas partidas por conta de lesão muscular. Pelos lados, Fabrício continha as investidas de Buuno e ainda
levava perigo com ataques pela esquerda. Cláudio Winck, na vaga do lesionado Diogo, mantinha-se mais atrás para auxiliar a defesa.
Foi do Fluminense a
primeira chance com o ex-colorado Rafael Sobis, aos 15 minutos. Diguinho e Conca trocaram passes em velocidade. O argentino encontrou Sobis na boca da pequena área, mas Dida, bem
posicionado, segurou o chute. A resposta gaúcha estreou o placar. Com 22, a defesa do Fluminense tentou fazer a linha de impedimento, mas Jorge Henrique surpreendeu, às costas
de Carlinhos. A torcida do Fluminense passou a vaiar a equipe carioca. O motivo: a facilidade com que D'Alessandro e Alan Patrick trocavam passes, ora com Jorge Henrique, ora com
Wellington Paulista, que por vezes deixava a área para compor o meio de campo.
O time de Cristóvão Duarte, entretanto, não se abateu.
Após uma série de quatro investidas, chegou ao empate. Sobis antecipa uma jogada pelo alto, vence Ernando e passa, de cabeça, para trás. O chute rasteiro de Jean
matou o goleiro Dida.
— Acho que precisamos encaixar a marcação e não deixar eles jogarem. Não poderia ter tomado o gol. Agora
é ter um pouco mais de calma para marcar o gol — resumiu o volante do Fluminense no intervalo.
Conca, Sobis e Walter foram os nomes do segundo tempo. O trio
escolheu a esquerda de ataque, às costas de Cláudio Winck, para avançar. As investidas, porém, não obtinham sucesso. Paravam na marcação do
Inter, que se lançava aos contra-ataques e se portava bem no Rio de Janeiro. Aos 21, D'Alessandro cruzou às costas da zaga e Alan Patrick se esticou todo para assustar
Diego Cavalieri.
Abel apostou na velocidade de Valdívia e Eduardo Sasha aos 24 minutos. Mudou o jogo e teve muitas oportunidades para deixar o Moacyrzão
com a vitória. Seis minutos após entrar em campo, Sasha foi parado por uma defesa corajosa, no chão, em dois tempos, de Diego Cavalieri. Com 34 foi a vez de
Valdívia: chute colocado no ângulo esquerdo do suplente da Seleção. Na sequência, o mesmo Valdívia chutou mal e perdeu a chance de matar o jogo. Aos
38, Fabrício fez bela jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para a conclusão de Sasha. Não fosse o desvio da zaga, o Inter não teria apenas trocado pontos com o
Fluminense. Seria um roubo. Três pontos.