Corpo em São Januário, cabeça no Engenhão. Disposto a reduzir ainda mais a distância do
líder Corinthians, Renato foi sensível ao apelo dos torcedores e escalou quase todos os titulares no São Januário de portões fechados. Não
adiantou. Na prática, os jogadores valorizaram mais o confronto de quarta (13), contra o Botafogo, pela Libertadores, e tiveram um pífio desempenho no primeiro tempo.
Apesar do absoluto controle do jogo, o Grêmio teve uma modesta produção ofensiva. Muito por conta do posicionamento excessivamente defensivo do Vasco
que, mesmo em casa, procurou primeiro evitar que o adversário criasse, para só arriscar em contra-ataques, sempre a partir da criação de Nenê.
Foram somente três conclusões do Grêmio. A mais perigosa delas a primeira, a 16 minutos, quando Ramiro quase marcou por cobertura. Na segunda, em
cruzamento de Léo Moura, Fernandinho torneou de cabeça, sem direção. A última foi a cobrança de falta de Edilson, a 34, mas a bola tomou muita
elevação.
Não havia a rapidez habitual nos deslocamentos e muito menos na troca de passes. O Grêmio parecia um time desfocado, como que
sem saber o que fazer com o espaço que se abria pela sua frente, pelo menos até chegar nas proximidades da área do Vasco. Pior foi quando a equipe perdeu a
concentração na marcação. Foi o que permitiu o inesperado crescimento do time carioca, que quase marcou aos 35 minutos. Madson cruzou da direita e Nenê,
desmarcado, chutou rasteiro, com perigo, pelo lado esquerdo de Grohe.
Aos 42, o descuido defensivo foi fatal. Lançado por Nenê, Ramon percebeu que
Mateus Vital aparecia sem marcadores por trás da defesa, fez o cruzamento da esquerda e o meia completou para a rede: 1 a 0.
Restava a expectativa pelo que Renato
pudesse dizer ao time para modificar a postura no segundo tempo. E, logo nos minutos iniciais, percebeu-se uma determinação maior, embora não traduzida em arremates.
Com exceção do desferido por Fernandinho, a 13 minutos, outra vez sem direção. O Vasco repetia a estratégia do primeiro tempo e oferecia campo, que o
Grêmio pouco aproveitava. O marasmo fez com que Renato trocasse Léo Moura por Everton.
A maior posse de bola pouco adiantava contra um adversário
determinado apenas a se defender. Até os zagueiros passaram a atacar, como Kannemann, a 28 minutos, em jogada que resultou em cruzamento afastado pela defesa.
Quase repetiu-se a primeira etapa. A 32 minutos, Marcelo Grohe salvou nos pés de Bruno Paulista e evitou o segundo gol. A resposta veio no bom arremate de Fernandinho, defendido por
Martín Silva.
Com Patrick e Arroyo, Renato fez as últimas tentativas para o empate. A essa altura, mesmo Bressan e Michel já haviam se convertido em
atavcantes e desperdiçaram chances dentro da área.