Ficou cada vez mais difícil alcançar o
líder Corinthians. Neste domingo, com time misto, o Grêmio fez muito menos do que sua torcida esperava e foi derrotado na Arena por 1 a 0 pela Chapecoense, que conseguiu
momentaneamente distanciar-se da zona de descenso. A derrota, que faz aumentar para 10 pontos a distância do primeiro colocado, também ocorreu na mesma rodada em que o
Botafogo, adversário de quarta-feira, pela Libertadores, bateu o Santos.
Sem Luan, dúvida até mesmo para o jogo contra o Botafogo por
lesão muscular, o Grêmio perdeu boa parte de sua criatividade. Sem armação, Renato preferiu centralizar Ramiro e apostou nos passes e avanços de Arthur
para construir as jogadas de ataque. Em circunstância normal, a estratégia até poderia funcionar. O problema é que, ciente de sua inferioridade, a Chapecoense
montou um bloco defensivo do qual nunca se afastou. Restou, como recurso, o chute de longa distância, quase sempre sem resultado prático.
A primeira
tentativa foi de Everton, a três minutos. A bola desviou no marcador, mas a arbitragem errou ao não marcar escanteio. O gol esteve muito próximo a 11 minutos, na
única vez em que o Grêmio fugiu do convencional. Arthur fez lançamento e Ramiro, com inteligência, infiltrou-se por trás dos zagueiros e concluiu com
perigo.
A sequência de faltas era outro recurso da Chapecoense, tendo Arthur como alvo preferencial. Tanto que, incomodado, Renato pediu maior rigor na
aplicação de cartões amarelos. Jael, a novidade do time, teve chance de fazer gol a 27 minutos, em cruzamento de Léo Moura, mas o cabeceio, fraco, parou nas
mãos de Jandrei. Faltava objetividade ao time e sobrava preocupação aos torcedores, já na projeção da partida da Libertadores. O Grêmio
passou a chutar de longe ainda com mais frequência, com Arthur, Michel e Everton, mas só o terceiro arremate teve direção e parou nas mãos de Jandrei.
Só no final do primeiro tempo a Chapecoense arriscou. E, curiosamente, criou as chances mais claras da partida. Na primeira, a 42 minutos, após
cobrança de lateral, Wellington Paulista torneou de cabeça e Grohe salvou no alto. Na segunda, em falha de Arthur, Wellington Paulista tentou por cobertura do meio de campo e
Grohe precisou recuar para mandar a escanteio.
O segundo tempo foi aberto da pior forma possível para o Grêmio. Com apenas 40 segundos de jogo, Arthur
Caike, lançado pela esquerda, teve liberdade na frente de Bressan e Thyere e venceu Grohe com um chute forte para fazer um inesperado 1 a 0.
Renato não
demorou para trocar Ramiro por Patrick e Everton por Arroyo. Ficava claro que a Chapecoense, por ter conseguido muito mais do que esperava, iria se fechar ainda mais e insistir
definitivamente nos contra-ataques, agora com o veloz Penilla como parceiro de Arthur Caike. A virada, assim, só surgiria na base da superação e Fernandinho foi o
primeiro a perceber isso. A cinco minutos, ele livrou-se de três marcadores e, de pé esquerdo, desferiu um arremate forte.
Repetia-se o quadro da
primeira etapa: a insistência do Grêmio não resultava em um número maior de conclusões. A Chapecoense, se não cometia tantas faltas, ganhava tempo
demorando-se nas reposições ou em substituições. Como recurso final, Renato trocou Jael por Barrios. Pouco adiantou. Fernandinho seguiu sendo o jogador mais
insistente contra uma equipe determinada a não perder.